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Fla descarta ''leilão'' por Marinho e mantém cautela sobre demais nomes

Rodrigo Caetano diz que clube voltou a ''ser temido' em 2016, lembra de quando trouxe Conca ao futebol carioca, em 2014, mas evita detalhes de negociações atuais

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Após temporada desgastante que, mesmo diante da ausência de um título, recolocou o Flamengo na Libertadores, o foco está nos próximos meses. A diretoria do clube tem adotado discrição e não expõe detalhes de negociações até que tudo esteja concretizado. Em entrevista ao GloboEsporte.com, o diretor executivo de futebol rubro-negro, Rodrigo Caetano, analisou os desafios do time no ano que vem e falou sobre a parte do cenário das contratações. Ao ser questionado sobre o interesse no atacante Marinho, do Vitória, o discurso é de pé no chão. Por mais que não seja segredo que o jogador se encaixa nos planos, a ideia é não entrar no que pode se tornar uma disputa pelo reforço. O Santos havia expressado opinião semelhante nos últimos dias.

- É um jogador que tem as características que a gente busca, mas se valorizou demais no Campeonato Brasileiro. E, por conta justamente da escassez de jogador com essa característica, que acabam algumas vezes jogadores assim sendo disputados. O Flamengo não vai, vou usar o jargão, fazer leilão. Porque o Flamengo não tem dinheiro para fazer. Pode ter previsão de receita, mas hoje não tem dinheiro para contratar - disse Rodrigo Caetano. 


O Flamengo já havia dito anteriormente que teria que fazer o orçamento deste próximo ano render. Ainda há contas a pagar e o investimento previsto é mais baixo, mas cabendo contratações importantes. Para Rodrigo, essa também será filosofia para 2017 também tem que ser focada em negociações sem custo. 

- Os jogadores que chegaram, todos vocês sabem, foram com pagamento previsto para 2017. Outros vieram sem custo. Pelo menos custo de aquisição. E vamos ter que manter essa mesma filosofia neste ano, salvo conseguirmos vender jogador e entrar uma receita extraordinária. Então, toda negociação para a gente é um pouco mais demorada, difícil - disse Rodrigo.

Confira a íntegra da entrevista:

Romulo e os focos de interesse 

O que a gente pôde confirmar, que foi o Trauco, fizemos. Existe todo um processo de contratação que, muitas vezes, entendemos que cada clube tem uma filosofia. A nossa é de realmente confirmar quando temos todas as questões sacramentadas. Não é o caso de nenhum outro nome ainda. Claro que não é segredo para ninguém que buscaríamos mais um lateral esquerdo, que está confirmado. Devemos buscar mais um homem de meio de campo que possa fazer essa dupla função de marcar e armar também. A ideia também são atacantes. Homens que possam jogar pelos extremos. Isso é público. Quando tivermos todos os requisitos preenchidos em relação aos contratos, vamos falar. 

Imagine você, falar do Rômulo. Tudo bem, é um jogador que trabalhou comigo. Na verdade, na época que ele chegou na base do Vasco, vinha do Porto de Caruaru, ainda garoto. As pessoas ficam vinculando. Mas hoje ele pertence ao clube russo (Spartak Moscou). Tem prazo de contrato, tem o agente dele que também trata do assunto. Se tiver possibilidade,  é um nome interessante, mas é só isso que eu posso dizer.

Sobre ter trazido também o Conca de volta ao Fluminense
Foi...no final de 2013. Antes mesmo de encerrar meu contrato com o Fluminense, a gente concretizou o retorno dele e foi bastante comemorado na época. Na verdade, aconteceu também uma situação no Vasco, que muitos nem lembram que foi o Rafael Carioca voltando do mesmo Spartak Moscou (hoje clube de Rômulo) por um ano de empréstimo do Vasco na época. Hoje é um jogador de seleção. Às vezes um jogador que trabalhou comigo, as pessoas acabam vinculando. Pode haver uma certa relação, de afinidade e modo de trabalhar. Mas, hoje, não é determinante. A gente segue buscando essas outras três, quatro peças.



Situação de Sheik e Chiquinho
Em relação ao Chiquinho e ao Emerson, no decorrer dos próximos dias vai encerrar o contrato. Gostaria de falar depois de encerrar. Todo esse elenco que ficou neste ano é merecedor de muito reconhecimento por parte da torcida. O Campeonato Brasileiro que eles fizeram, com todas as adversidades, é algo elogiável. E, além dos que vão permanecer, esses dois tiveram comportamento exemplar. Prefiro realmente passar essa definição para eles e para os agentes e depois publicamente.

Emprestados do clube
Bem diferente do que anos anteriores, vamos ter oito atletas que vamos procurar realocar. Dois anos atrás, eram 26. Esse é um trabalho que constantemente a gente vem fazendo. E o bom de tudo isso é aqueles que voltam de empréstimo tem mercado. Casos de Léo, lateral direito, Luiz Antonio, o próprio Paulinho. O Jonas, que nós estamos, negociando com o Coritiba. Acho que a situação deles deve ser definida até meados de janeiro.

Ano sem título, mas de volta na briga pelo Brasileirão
Não consigo definir o sentimento de todo o torcedor rubro-negro. Mas, daqueles que nos abordam, a manifestação deles sempre foi de parabenizar pelo Campeonato Brasileiro. Tem esse mesmo sentimento que nós, que nosso início de ano foi com muitas dificuldades. Perdemos nosso técnico, tivemos que interromper um projeto, além questão do estádio, do elenco se montando no decorrer do ano... Quando a gente termina um Campeonato Brasileiro disputando o título e tendo reconhecimento do torcedor nas ruas, estádios, aeroportos, é porque ele realmente está validando. O ideal seria os dois. Ou seja, ganhar os títulos possíveis ou disputar para ganhar todos. 

 Acredito que seja o desejo do torcedor fazer um Campeonato Brasileiro consistente, disputar título, ser protagonista novamente. Não é o caso de disputar brasileiro sem correr riscos, óbvio que vão optar pelo título até de uma competição de menor expressão. Mas sim ver o Flamengo disputando em cima, sendo protagonista e muitas vezes temido. Porque isso aconteceu. Quando o Flamengo esteve na briga pela liderança, vieram outros clubes manifestarem sua insatisfação. Ou querendo sugerir que o Flamengo vinha sendo beneficiado. Quando o que se viu, na prática, e principalmente nas arbitragens, foi o contrário. Mas mostrou que o Flamengo passou a ser temido, respeitado. Falo isso do Palmeiras, que no dia seguinte do Fla-Flu foi reclamar do Flamengo. 

Dificuldades recentes do Flamengo em Libertadores
Essa adaptação vai ter que ser rápida. Se fosse analisar de forma fria, poderia dizer que o Flamengo vai ser temido e respeitado quando estiver frequentemente na competição. Isso é o óbvio. Mas vamos tentar esse ano encurtar esse espaço. Esse vácuo, esse hiato. Chegar o mais longe possível para que realmente, também na América do Sul, registre sua importância. Sinalizar para concorrentes que pretende ser protagonista também fora do Brasil. Acho que é o nosso maior desafio. Vamos ter um ano tão desgastante quanto esse.

Menos viagens em 2017
Acho que a diretoria como um todo sabia que encarar um outro ano como esse, a margem de risco seria elevada. Porque foi muito difícil. Só a gente sabe. Acho que a solução encontrada até o momento (Arena da Ilha) , para a gente, é ótima. Tem que realmente transformar aquilo em um estádio da melhor condição possível de jogo, desde o gramado até para os torcedores. Vamos jogar sem essa dificuldade da viagem. Para nós, é ótimo. Claro que o Maracanã, sempre é o ideal. Enquanto não se define, a arena é uma solução boa.

Mais espaço para o base do Flamengo
O processo deles em 2016 foi estarem juntos do elenco, viagens e alguns jogos. Agora tem que sair desta condição e se tornaram mais protagonistas. Assumirem função de mais responsabilidade. Isso é filosofia do clube. Cada ano que passa, ter mais jogadores da base dentro do elenco principal. Alguns movimentos tem que acontecer, com eles sendo mais testados em algumas competições. Vamos tentar implantar isso. Não por necessidade, mas por filosofia. Temos o Thiago Ennes, Ronaldo, Paquetá, Léo Duarte, Cafu, Felipe Vizeu, Matheus Sávio, Thiago Santos... Praticamente 1/3 do elenco é formado por eles. Mas agora eles tem que ocupar melhor o seu espaço. Um pouco depende deles, de se afirmarem, e outro do clube como chancelar esse filosofia. Vamos tentar atingir isso neste ano. 

Escassez de grande venda de joias do Flamengo
É dilema de grandes clubes, a chamada transição da base para o profissional. Muitos talentos que ficam pelo caminho. E não foi só por conta dos atletas em si. Mas talvez exigência, expectativa, momento que chegaram no profissional. A gente espera mudar um pouquinho isso. Agora, é claro que o Flamengo precisa fazer uma grande venda. Mas, não vai acelerar esse processo. Com muita cautela, muita calma. O Jorge está sob contrato longo, como os demais. Mas muitas vezes quem determina isso é mercado.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2016/12/fla-descarta-leilao-por-marinho-e-mantem-cautela-sobre-demais-nomes.html

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