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Fla fala em investimentos mais baixos e foca recursos em até quatro nomes

Clube quer dois atacantes de lado e Vitinho e Marinho são preferidos. Lateral Dener Assunção ainda na mira. Vice de finanças explica: ''Antecipamos muita coisa este ano"

flameng - Fla fala em investimentos mais baixos e foca recursos em até quatro nomes

O torcedor do Flamengo não deve esperar pacotão de reforços e grandes investimentos para a Libertadores da América. Na janela do início e do meio de 2016, o clube abriu os cofres e gastou. Contratou Alex Muralha, Rodinei, Mancuello, Cuéllar e Donatti, entre outros custos em contratações caras. Se na pré-temporada de 2016 chegou quase um time inteiro, desta vez o plano é ter três a quatro contratações para o início do ano.

As contas a pagar das compras desse ano até o fim de 2017 - alguns se estendem até 2018 -, a manutenção da base para a Libertadores e a valorização da garotada do Ninho são os motivos para a nova política do clube no ano que volta para a Libertadores. A diretoria quer um lateral-esquerdo para substituir Chiquinho, que deixa o clube em fim de contrato, e não só um, mas dois homens de lado de campo e vai analisar com calma os esforços e as possibilidades financeiras pela bala de prata, que deve ser reservada para espécie de oportunidade de mercado. Guerrero e Diego chegaram em condições semelhantes. 

Entre ofertas e sondagens, a diretoria e a comissão técnica analisam série de nomes para as posições. Um deles foi motivo de conversa recente com o São Paulo: o lateral-esquerdo Reinaldo, de 27 anos, que termina contrato de empréstimo com a Ponte Preta neste fim de ano. Mas um dos preferidos é Dener Assunção, lateral-esquerdo da Chapecoense.

Clube sonhou com Vargas

Há expectativa dos próximos passos para chegar a Vitinho, emprestado pelo CSKA ao Internacional até o fim do ano. Mas depende de extensão do empréstimo na Rússia para ser emprestado ao Flamengo. O clube já sinalizou que não vai o valor estimado para a compra do jogador – que seria superior a 7 milhões de euros. 

Outro que tem negociação considerada complicada é Marinho. O jogador do Vitória desperta o interesse do Botafogo e de outros grandes clubes brasileiros. O empresário Jorge Machado e o ex-vascaíno Bismarck, que também jogou no Fluminense, representam o atacante do clube baiano e também são a ponte do clube russo no Brasil. A expectativa é que a boa relação com a diretoria do Flamengo – em 2013, Carlos Eduardo foi contratado junto a Machado - e com o diretor Rodrigo Caetano favoreçam o avanço das negociações.

No meio do ano, o Flamengo consultou o chileno Vargas. Ex-jogador do Grêmio e atualmente no Hoffenheim, da Alemanha, o atacante é titular da seleção chilena e não vem jogando no clube alemão. Mas não houve avanço nas conversas. Hoje, o Flamengo tem Gabriel, Everton, Fernandinho, Thiago Santos e Marcelo Cirino que atuam pelos lados do campo. Adryan não deve ficar. Fernandinho depende de renovação do empréstimo. O Flamengo já comunicou ao Grêmio que não vai exercer o direito de compra. Custaria quase R$ 6 milhões. A intenção é também negociar Cirino - por empréstimo, pelo menos. 

A diretoria não comenta negociações em vigor e diz que o foco está na reta final do Campeonato Brasileiro. Na Gávea, porém, as intenções com Felipe Melo, que dividiam a diretoria e a comissão técnica, murcharam. Num primeiro momento, o grupo deve ter Márcio Araújo, que vai renovar contrato, Cuéllar, William Arão e Ronaldo para a posição no meio de campo. A diretoria também avalia a situação de Paulo Victor e só vai atrás de reforço para a posição em caso de saída.

"Vamos fazer contratações importantes, pontuais"

O vice-presidente de finanças do Flamengo, Claudio Pracownik, disse ao GloboEsporte.com que os altos investimentos em 2016 tornam mais tímidas a movimentação do clube no mercado neste início de ano. Não só porque comprometeu quase R$ 40 milhões em contratações ao longo deste ano, como também porque a diretoria e a comissão técnica entendem que o grupo tende a cresce com mais conjunto e a permanência dos que lá estão. Na Gávea, o exemplo do Atlético-MG, vice-campeão brasileiro em 2012 e campeão da Libertadores do ano seguinte, é citado em reuniões e discussões de diretoria.

O Flamengo teve queda de receitas em patrocínio – menos R$ 14 milhões do que o previsto – e espera aumento leve na arrecadação para o ano que vem. Em entrevista ao site da revista Época no início do ano, Pracownik chegou a dizer que o clube teria R$ 70 milhões para gastar em 2017. O discurso do clube, que passa também por não “alardear” o orçamento do futebol, visa também evitar inflação no mercado e pedida de clubes e de empresários.   

- A gente antecipou muita coisa em 2016. A gente vai agora continuar pagando pelas contratações em 2017. Foram operações de engenharia financeira que nos permitiram incluir em 2016 recursos previstos para 2017. As operações que vamos fazer daqui para frente estão sendo discutidas no orçamento, visando contratações pontuais e aumento de folha do futebol. Mas este ano o que aconteceu é que vislumbramos oportunidades de negócio e antecipamos receitas. Com indicações do departamento técnico vamos buscar adaptações e fazer contratações importantes, que vão ser pontuais – disse Pracownik.

Além do lateral-esquerdo e dos dois jogadores de lado de campo, o Flamengo guarda a sete chaves a posição e o nome do quarto elemento. A ideia é achar nova “oportunidade de mercado”, como se costuma dizer no meio do futebol. Casos como de Diego e de Guerrero, que estavam em fim de contrato e não tiveram custo de compra de direitos econômicos. Questionado sobre o modelo destas contratações, o vice de finanças lembra que esses casos permitem investimento mais seguro ao cofre rubro-negro.

- Sim, é mais fácil é mais fácil trazer jogador assim. Muito embora tenha pagamento de luvas previstos no contrato todo desses jogadores. O Diego foi oportunidade bacana que tivemos. Ao que tudo indica devemos aprovar orçamento que vai visar poucas contratações, que não serão muitas. São poucas, mas que sejam importantes para reforçar o elenco. A base é essa que está aí. São jogadores que a comissão técnica entende que são importantes – explica o vice-presidente do Flamengo.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2016/11/fla-fala-em-investimentos-mais-baixos-e-foca-recursos-em-ate-quatro-nomes.html

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