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Fla lidera posse, mas precisa de 48 minutos com a bola para fazer gol

Rubro-Negro costuma ter mais posse que os rivais, mas não transforma domínio em pontos. Atlético-PR é o time que precisa de menos tempo com a bola para marcar

Header Espião Estatístico 3 (Foto: Infoesporte)



Alecsandro Bicicleta Flamengo x Figueirense (Foto: Piervi Fonseca/Agência Estado)Fla teve bola por 39min45, mas ficou no 1 a 1 com o Figueira (Foto: Piervi Fonseca/Agência Estado)

Vanderlei Luxemburgo tem muito o que corrigir no Flamengo. Um dos pontos a atacar é a efetividade da posse de bola rubro-negra. Quem vê a posição na tabela (último) e a pequena quantidade de gols (sete em 11 jogos) dificilmente apostaria que o atual lanterna do Campeonato Brasileiro é o time que mais tem posse de bola na competição. Mas a pesquisa feita pelo Espião Estatístico não deixa dúvidas: nenhuma equipe ficou mais com a bola nos pés do que o Flamengo, cerca de 336 minutos acumulados, sendo o único time com mais de 30 minutos de posse de bola em média por jogo.

Em oito de seus 11 confrontos, o Flamengo teve mais posse de bola que o adversário. Esses oito jogos, porém, renderam ao time apenas três pontos. Nos outros três jogos em que viu o adversário ficar mais tempo com a bola, o time carioca, curiosamente, pontuou mais. Foram quatro pontos no total (vitória por 4 x 2 sobre o Palmeiras, empate em 1 x 1 com o Bahia e derrota de 4 a 0 para o Internacional).

A conta mais perversa para os rubro-negros: o Flamengo precisa de aproximadamente 48 minutos com a bola para poder fazer um gol. A relação só não é pior que a do Figueirense, que precisa de pouco menos de 55 minutos*. O time que necessita de menos tempo com a bola para marcar é o Atlético-PR, pouco mais de 13min30 em média, seguido do Cruzeiro, que faz um gol a 14 minutos com a bola, aproximadamente.

Criciúma e Inter (Foto: Alexandre Lops/Divulgação Inter)Inter teve 74% de posse de bola contra o Criciúma, mas ficou no 0 a 0 (Foto: Alexandre Lops/Divulgação Inter)


O Fluminense é o time que mais vezes se impôs ao adversário em posse de bola. O Tricolor saiu com mais de 50% de posse em nove de seus 11 jogos. Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Internacional o fizeram oito vezes. Os piores nesse quesito são Goiás, Corinthians, Vitória, Atlético-PR e Figueirense*, que só tiveram mais de 50% de posse de bola três vezes.

Outro dado em que o Flamengo se destaca, mas que prova que a posse de bola por si só não levará o time a uma reação: o Rubro-Negro teve 39min45 de posse de bola contra o Figueirense, mas ficou no 1 a 1. Quem chegou mais perto de um domínio tão grande da bola foram São Paulo (38min11 no 2 a 0 sobre o Bahia) e Fluminense (37min14 na derrota por 2 a 1 para o Vitória).

Em porcentagem, no entanto, a maior imposição da posse de um time sobre o outro deu-se em favor do Internacional. O Colorado teve impressionantes 74% de posse de bola (32min52) contra 26% do Criciúma (11min35). O resultado do jogo: 0 a 0. A barreira dos 70% de posse de bola só foi superada outras duas vezes, ambas pelo Flamengo, que teve 71% de posse (33min07) no 0 a 0 com o Goiás (13min48) e 71% (39min45) no já citado 1 a 1 com o Figueirense (16min27).

Confira abaixo o acumulado de posse de bola de cada time, a média por jogo e a relação do tempo por gol marcado pelos 20 times da Série A:

Tabela de posse de bola até a 11ª rodada do Brasileiro 2014 (Foto: Editoria de Arte)


*De todas as partidas já disputadas no Brasileirão 2014, não temos a medição de posse de bola de Coritiba 0 x 2 Figueirense, pela 10ª rodada. Para os cálculos, o Espião Estatístico estimou o tempo de posse dos times nessa partida com base na média de ambas nos demais 10 jogos.

**Como o jogo entre Chapecoense e Atlético-MG pela 10 ª rodada ainda não foi disputado, seu tempo total de posse de bola também foi estimado com base na média até então. O tempo total real de posse de bola da Chape é de 251min39, e o do Galo, 275min14.

A equipe do Espião Estatístico é formada por: Bruno Marques, Guilherme Marçal, Igor Gonçalves, Leandro Silva, Pedro Venancio, Renan Morais, Thiago Quintella e Valmir Storti.

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