Para atuar no Maraca, o Fla tem que arcar com todos os custos operacionais e ainda pagar um aluguel variável (determinado pela renda da partida) para o consórcio comandado pela Odebrecht. Segundo o ​UOL, no clássico contra o Fluminense, todos esses descontos fizeram com que a receita líquida fosse de R$ 25 mil - uma mixaria dentro do contexto do futebol. 

Para o jogo com o Vasco, a previsão é de números semelhantes, ou até mesmo piores. O cenário é surreal: o Flamengo trabalha abertamente com a possibilidade de ter prejuízo mandando o Clássico dos Milhões no Maracanã. O clube reclamou formalmente, mas foi vencido pela pressão de Ministério Público, Polícia Militar e CBF, que consideravam realizar o jogo na Ilha do Urubu uma temeridade:

– O Flamengo afirma que as autoridades públicas do Estado do Rio de Janeiro tiram, em função de sua própria incapacidade, o direito de um contribuinte correto e responsável realizar suas partidas em seu estádio, obrigando-o atuar em uma praça esportiva que cobra taxas exorbitantes. A título de comparação, para atuar no Maracanã o Flamengo paga aluguéis quatro a oito vezes maiores que aqueles cobrados do Fluminense – afirmou o clube em nota oficial. 

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