Fla tem alto custo por segurança e quer manter grades fixas em volta do Maracanã

Fla tem alto custo por segurança e quer manter grades fixas em volta do Maracanã

A preocupação com a segurança na volta da torcida do Flamengo a um jogo de Libertadores encacereu a operação da partida contra o Emelec, e minimizou os ganhos do clube. No borderô divulgado nesta quinta-feira, o lucro foi de apenas R$ 878 mil, de uma renda total de R$ 2,7 milhões. A Federação do Rio faturou R$ 270 mil.

De olho nos próximos jogos e atento a um planejamento para minimizar custos sem abrir mão da segurança, a diretoria já tem autorização da Prefeitura para manter fixas as grades altas em volta do Maracanã, na Radial Oeste e na Avenida Maracanã.

Ao lado de orientadores, placas luminosas e cones, as grades alugadas representam custo alto. E a instalação definitiva diminuiria bem os gastos de operação de trânsito, que foram de R$ 101 mil nesta partida.

O Flamengo aceita até pagar para a instalação definitiva das grades para que ela seja usada nos seus jogos e dos demais clubes do Rio. No total, pouco mais de um quilômetro do aparato garante que policiais e orientadores se concentrem em pontos de acesso sem precisar atender a todo o perímetro.

Entre os outros custos, R$ 224 mil foram referentes a confecção dos ingressos por conta da impressão dos bilhetes para atender a uma solicitação da Polícia Militar. Foram seis dias com trinta pontos de troca e funcionários contratados para o serviço. A troca foi considerada um sucesso e houve poucas desistências de sócios que já haviam comprado o ingresso. Mas explica a bronca do Flamengo para acesso via cartão de sócio, que volta em breve.

O próximo jogo nesse formato de operação será nas oitavas de final da Libertadores. Contra o Vasco, no sábado, volta o esquema anterior, com cartão-ingresso para acesso e sem grandes, que já foram retiradas. A estrutura definitiva ajudaria também a reduzir custos no âmbito do novo contrato do clube com o Maracanã.