Fla vê negociação estagnar e renovação com Guerrero fica longe

Fla vê negociação estagnar e renovação com Guerrero fica longe

O Flamengo vem passando por momentos conturbados fora de campo, com protestos seguidos de torcedores no embarque e desembarque do time no Rio de Janeiro e pelo momento político complicado pelo qual vive no momento. No entanto, outro assunto está tomando conta dos bastidores na Gávea: a renovação contratual de Paolo Guerrero. O pedido do atleta e de seus empresários – a agência OTB Sports é a responsável por gerenciar a carreira do camisa 9 – é por um contrato de três anos, manutenção do valor do salário recebido atualmente, ganhar luvas, além de pedir o valor que deixou de receber do clube quando o contrato estava suspenso devido ao doping.

Com o contrato terminando no dia 10 de agosto, as negociações estagnaram e a confiança de outrora dos dirigentes pela renovação não existe mais, segundo o Lance!. O real desejo da diretoria rubro-negra é estender o vínculo até dezembro deste ano, com a opção de renovar automaticamente por mais 12 meses. Contudo, o peruano e seus agentes querem, pelo menos, prorrogar o acordo por mais dois anos, o que garantiria o último grande contrato de Guerrero. Afinal, a ideia do jogador é encerrar a carreira no futebol do Peru.

No entanto, a cúpula diretiva do Fla descarta pagar luvas ao centroavante, pois o clube irá quitar em agosto as 36 parcelas que foram dissolvidas no salário do jogador, quando fora assinado em 2015. E, segundo o Lance!, a diretoria não quer assinar nada com o atleta antes do julgamento que acontecerá na próxima quinta-feira, dia 3 de maio, na Suíça.

Paolo, empresários e advogados viajam nesta semana para a Europa, onde o atleta será julgado na Corte Arbitral do Esporte (CAS). É a última instância e a suspensão pode ir até novembro, caso a Agência Mundial Antidoping (Wada) consiga fazer com que a pena volte a ser de um ano.

O Flamengo até aceita conversar por um acordo até dezembro de 2019, mas Guerrero prioriza e deseja que o vínculo seja até 2020. Clube, atacante e agentes devem retomar as conversas na próxima semana, após o julgamento na Suíça. Apesar de haver a possibilidade da pena voltar a ser de um ano, a tendência é que o jogador seja liberado para retornar aos gramados a partir do dia 3 de maio, quando finalizará a punição de seis meses. A ideia é tê-lo em campo na partida do próximo dia 16, diante do Emelec, do Equador, pela Copa Conmebol Libertadores, no Maracanã.