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Flamengo fecha 2017 com temporada mais rica da história

Faturamento de R$ 649 milhões representa aumento de 27% em relação ao ano anterior

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SÃO PAULO — Duas finais, na Copa do Brasil e na Sul-Americana. Um sexto lugar no Brasileirão que assegurou a vaga na Libertadores do ano seguinte. O título do Campeonato Carioca. O desempenho que faria com que clubes como Botafogo e Vasco fossem festejados tem, para o Flamengo, a amargura de quem esperava dominar o continente. A base da frustração é o dinheiro. Enquanto botafoguenses e vascaínos tiveram dificuldades para fechar suas contas, o rubro-negros tiveram em 2017 a temporada mais rica de sua história e também do futebol brasileiro.

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O Flamengo teve faturamento de R$ 649 milhões, conforme balanço financeiro publicado no início desta semana, acréscimo de 27% em relação ao ano retrasado. A direção da equipe conseguiu compensar a queda na verba da televisão, uma vez que em 2017 não houve o recebimento de luvas por novos contratos, com a venda de atletas. Mais especificamente Vinicius Júnior e Jorge. O valor que os dois jovens colocaram nos cofres rubro-negros é tão impressionante que os R$ 183 milhões arrecadados em 2017 são superiores aos R$ 159 milhões que o clube obteve com atletas na soma dos 15 anos anteriores, entre 2002 e 2016.

Nos primeiros anos da administração de Eduardo Bandeira de Mello, entre 2013 e 2015, a maior parte da arrecadação flamenguista foi dedicada ao pagamento de dívidas herdadas de gestões anteriores. Isso fez com que a torcida tivesse impressão de riqueza pelos lados da Gávea sem que aquela riqueza estivesse sendo de fato revertida em investimentos. Não em 2017. O montante dedicado às remunerações de atletas e comissão técnica, R$ 219 milhões, representa um reajuste de 41% em relação a 2016 e também o maior investimento da história.

Balanço fiscal do Flamengo
RECEITA BRUTA
ENDIVIDAMENTO
R$ 649 milhões
R$ 447 milhões
(+27% em relação a 2016)
(-5% em relação a 2016)*
*A dívida soma tudo o que o clube precisa pagar em dinheiro, exceto dívidas com efeito meramente contábil, e subtrai aquilo que está disponível em caixa
Sócio-torcedor
R$ 43 milhões
Bilheteria
R$ 62 milhões
Outros
R$ 72 milhões
Bancário
R$ 45 milhões
R$ 90 milhões
Patrocínios
Outros
R$ 56 milhões
Atletas
Trabalhista
R$ 58 milhões
R$ 183 milhões
TV
Fiscal
R$ 199 milhões
R$ 300 milhões
R$ 12 milhões em caixa
REMUNERAÇÕES DO FUTEBOL
SUPERÁVIT
R$ 219 milhões
R$ 159 milhões
(+41% em relação a 2016)
(-4% em relação a 2016)
Balanço fiscal
do Flamengo
RECEITA BRUTA
R$ 649 milhões
(+27% em relação a 2016)
Sócio-torcedor
R$ 43 milhões
Bilheteria
R$ 62 milhões
Outros
R$ 72 milhões
R$ 90 milhões
Patrocínios
Atletas
R$ 183 milhões
TV
R$ 199 milhões
ENDIVIDAMENTO
R$ 447 milhões
(-5% em relação a 2016)*
*A dívida soma tudo o que o clube precisa pagar em dinheiro, exceto dívidas com efeito meramente contábil, e subtrai aquilo que está disponível em caixa
Bancário
R$ 45 milhões
Outros
R$ 56 milhões
Trabalhista
R$ 58 milhões
Fiscal
R$ 300 milhões
R$ 12 milhões em caixa
REMUNERAÇÕES DO FUTEBOL
R$ 219 milhões
(+41% em relação a 2016)
SUPERÁVIT
R$ 159 milhões
(-4% em relação a 2016)

A mudança de postura na administração flamenguista, do forçado pagamento de dívidas aos investimentos no mercado de transferências, foi notada principalmente na aquisição dos direitos do meia Éverton Ribeiro, que estava no árabe Al-Ahli. Comprado por quase R$ 32 milhões, foi o atleta mais caro da temporada. O colombiano Berrío custou R$ 14 milhões. Números diferentes dos registrados em temporadas anteriores, quando o clube se restringiu a negócios de baixo custo, que apontam para a virada no direcionamento dos recursos.

O endividamento do Flamengo foi reduzido em 5%, para R$ 447 milhões, mas o que há demais importante nesse aspecto não é a diminuição da dívida, e sim a mudança do perfil dela. O clube devia R$ 112 milhões para bancos em 2016, um tipo de dívida perigoso por estar atrelado a juros e receitas dadas como garantia. Em 2017 o endividamento bancário foi reduzido para R$ 45 milhões, equivalentes a apenas 10% do total. O grosso da dívida continua a ser fiscal, valor equacionado após a renegociação via Profut com o governo federal.

Os números indicam uma administração que se manteve no eixo, apesar das pressões políticas e da torcida, e que chega a 2018 com o melhor quadro financeiro que o Flamengo já teve. Mas que, exatamente por causa desses números, não tem mais a ressalva das dívidas para justificar resultados inferiores aos projetados no início da gestão Bandeira de Mello. Carlos Noval, promovido a diretor de futebol depois que Rodrigo Caetano foi demitido junto com outros membros da comissão técnica, tem a missão de provar que a gestão do Flamengo é eficiente não só nas áreas financeira, jurídica e de marketing, mas naquilo que importa: bola na rede.

Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/flamengo-fecha-2017-com-temporada-mais-rica-da-historia-22556447

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