Flamengo perde para o Atlético-PR, na Arena da Baixada

Flamengo perde para o Atlético-PR, na Arena da Baixada

Foi como uma história repetida. O Flamengo não fez um jogo inferior ao do adversário, teve chances suficientes para construir um placar melhor, mas perdeu seu segundo jogo fora de casa na Libertadores. Os 2 a 1 aplicados pelo Atlético-PR, nesta quarta-feira, em Curitiba, criam dois cenários possíveis a partir de agora.

O melhor deles, a chance de obter a vaga nas oitavas da Libertadores de forma antecipada, em caso de vitória sobre a Universidad Católica, no Maracanã, na próxima quarta-feira, desde que o San Lorenzo não vença o Atlético-PR em Curitiba. No entanto, em caso de vitória argentina, o duelo com o San Lorenzo, na última rodada, vai virar um confronto direto para o Flamengo. E em Buenos Aires, no dia 17 de maio.

Um pouco pela importância que tem, um pouco pela forma como o elenco foi construído, substituir Diego já é tarefa difícil no Flamengo. Quando a ela se junta a ausência de Éverton, planejar um time seguro e agressivo ao mesmo tempo vira uma equação difícil de resolver. Ontem, no primeiro tempo de Curitiba, o problema cobrou seu preço. Assim como circunstâncias que castigaram o Flamengo.

Zé Ricardo apostou na formação com Trauco pela esquerda, Gabriel pela direita e Willian Arão ao lado de Rômulo como meias. O que permite ao time se aproximar e trocar passes, cadenciando um jogo que o Atlético-PR preferia ver em alta rotação. Por outro lado, tira do time velocidade. Já sem Berrío, Zé Ricardo se vê limitado em opções rápidas pelos lados. Não seria em contra-ataques velozes que o Flamengo seria perigoso. Seria trocando passes, o que conseguiu após dez minutos de pressão paranaense, com direito a chute na trave de Nikão.

A questão é que, vencido o pior momento, o Flamengo sofreu o gol quando o risco não parecia iminente. E num lance que misturou falha de Alex Muralha, que demorou a reagir após a cabeçada de Thiago Heleno, com uma falta de Eduardo da Silva no goleiro rubro-negro.

Resta entender por que, durante os minutos em que esteve mais presente no jogo, mais equilibrado e, por vezes, com mais controle das ações do que o rival, o Flamengo não chegou ao gol. Porque além da falta de velocidade para saídas rápidas quando retomava a bola, a formação que iniciou o jogo impõe um exercício ao Flamengo: criar profundidade, ou seja, opções de passe à frente da linha da bola. Trauco tem características de armação, mas de pouca projeção na área. Rômulo também se infiltra menos do que Arão. E Gabriel era impreciso. Restava a extrema inteligência de Guerrero, que dava alguns passos para longe dos zagueiros do Atlético-PR e ocupava um vazio entre defesa e volantes paranaenses. Criou, sozinho, ótima chance que terminou em chute rente à trave. No mais, o Flamengo tinha manejo da bola, mas poucos chutes perigosos. Ao sofrer o gol, se desarticulou.

Zé Ricardo repetiu um recurso usado contra o Botafogo, no último domingo: fez de Gabriel um segundo atacante, ou um meia por trás de Guerrero, criando opção de passe no ataque e reduzindo o isolamento do peruano. A aposta rubro-negra seguia sendo na troca de passes e tentativa de controlar o jogo com a bola