Flamengo precisa corrigir erros pontuais para a Libertadores

Flamengo precisa corrigir erros pontuais para a Libertadores

O jogo diante do América-MG foi de festa, mas serviu também para ver que o Flamengo precisa corrigir falhas pontuais se quiser vencer fora de casa, na quarta-feira, diante do Santa Fe (COL), pela Copa Libertadores. Em especial o problema de intensidade e falta de criação que a equipe tem sofrido nas últimas partidas.
.
Diante do América e do próprio Santa Fe, na última semana, o Flamengo cometeu as mesmas falhas. Apesar do controle de bola, o Rubro-Negro ainda não consegue transformar o domínio de posse em chances reais de definir os confrontos. Os gols marcados foram por jogadas individuais ou de bola parada. E isso pode ser  transformar em um problema para correr atrás do resultado.

INTENSIDADE NO INÍCIO E QUEDA DEPOIS

Outra vez, o Flamengo começou com um grande domínio de jogo e sufocou o adversário no início de jogo. Porém, a queda de rendimento é perceptível logo em seguida. Contra o América-MG, neste sábado no Maracanã, o Fla iniciou agudo e tentando jogadas pela ponta, sempre em velocidade. Vinícius Júnior foi um fator diferencial, mas quando o garoto não decidia, o pesadelo se aproximava. Tanto que o América pressionou quando ainda estava 0 a 0, depois do abafa inicial e uma jogada do jovem e um pênalti foram decisivos. 

DOURADO MAIS ACORDADO

Pela segunda partida seguida, o centroavante foi decisivo na hora de concluir a gol. Teve poucas oportunidades, mas quando apareceu cumpriu o objetivo que é esperado: bola na rede. Agora foram dois gols. Contra o Santa Fe, um. Mesmo assim, ainda é muito pouco. Não em relação ao camisa 19, mas sim diante de um cenário completo de pouca criatividade. Se a bola não está chegando nele, é porque o time não cria. Isso Barbieri precisa resolver.

PADRÃO DE JOGO AFETADO

Os treinamentos do Flamengo no Ninho do Urubu costumam ser fechados, mas ao que tudo indica, Mauricio Barbieri ainda não conseguiu dar o padrão esperado para a equipe. Tanto que durante a partida - como já tinha feito com o Santa Fe - fez alterações que recuaram o Flamengo, mesmo jogando em casa. Outra falta de sintonia do treinador ainda é a leitura de jogo. Quando não recua, como fez ao colocar Jonas na vaga de Vinícius, faz trocas simples: como foi a de Guevânio por Marlos.

FALTA DE DOSAGEM

O Flamengo ainda parece não ter entendido uma maneira de saber administrar a partida. Quando atacou o América, foi sempre investidas pelos flancos, sem a bola girar. As jogadas de velocidade em profundidade se tornaram a melhor arma rubro-negra. Sem Diego, Paquetá foi o responsável por criar, mas pouco apareceu. Diego também tem sido decisivo apenas nas bolas paradas quando joga. Está falando pensamento neste meio de campo, além de dosar essas investidas pelos flancos, que quando neutralizadas, deixam o Fla em banho-maria na partida.

O QUE MUDAR?

Diante do Santa Fe, será preciso mais efetividade. Apostar em contra-ataques pode ser uma saída, desde que o Flamengo consiga se defender fortemente. Neste jogo contra o América, quando exigido, a equipe foi bem. Porém, se torna arriscado quando aposta em zagueiros mais lentos, como é a zaga Juan e Réver. Contra os mineiros, o jovem Léo Duarte foi destaque, mas ele é a quarta opção para defesa e dificilmente será titular diante do rápido time do Santa Fe. Será preciso também entender que os volantes e meias precisam ser mais participativos.