Fluminense empata com o Flamengo e decide Taça Rio com Botafogo

Fluminense empata com o Flamengo e decide Taça Rio com Botafogo

Mais uma vez o Fluminense saiu sorrindo do clássico contra o Flamengo. Se o tricolor já tinha goleado o rival na temporada (e daí que foi o time reserva?), a equipe de Abel Braga pôde acrescentar à lista a classificação à final da Taça Rio, valendo-se da vantagem do empate. O placar no Nilton Santos foi 1 a 1 e deu ao Flu o direito de enfrentar o Botafogo, domingo, no Maracanã. Ao Fla, resta o consolo de já ter vaga assegurada nas semifinais gerais do Carioca porque foi campeão da Taça Guanabara.

Apesar de ter avançado à final do segundo turno por causa da vantagem de ter sido o primeiro no grupo, o Fluminense não foi um time acomodado nem preguiçoso. O Tricolor foi a campo consciente sobre o comportamento necessário superar o rival mais uma vez. Não seria com um domínio massivo de posse de bola, sobretudo porque o Flamengo joga com mais gente no meio-campo e, tecnicamente, tem mais qualidade com a bola no pé. O Fluminense compensou com organização.

Defensivamente, o time de Abel Braga esteve bem postado, ainda que tenha permitido a característica troca de passes do rival — com pouca geração de lances de perigo. A estratégia do Flu foi sair "na boa", aproveitando um eventual deslize rubro-negro, que apresentou uma marcação frouxa e cedeu espaço pelas pontas.

Invertendo o ponto de vista sobre o jogo, o Flamengo foi uma orquestra em que os ritmistas atuaram cada um em um compasso. A falta de coesão foi nítida, mesmo quando tinha território para trabalhar a bola na frente.

Somando-se às dificuldades coletivas, alguns jogadores tiveram desempenho muito ruim. Rodinei foi um deles, tanto no apoio quanto na marcação (Ayrton Lucas deu muito trabalho a ele). Henrique Dourado foi outro que jogou muito mal, de novo. No primeiro tempo, não só errou a pontaria em uma rara oportunidade pelo alto como chegou a atrapalhar Diego dentro da área, após um cruzamento bom de Everton Ribeiro. Faltou comunicação e a jogada não vingou. O Ceifador acabou substituído no segundo tempo.

O voo de Gum

Como a classificação rubro-negra estava condicionada à vitória, as falhas ofensivas do Flamengo se tornaram problema muito mais grave quando a defesa também teve seu blecaute. Todo mundo ficou assistindo à cobrança de escanteio de Sornoza atravessar a área e chegar à cabeça de Gum. Livre, o zagueiro do Flu tocou no canto do indeciso Diego Alves.

O placar foi aberto na reta final do primeiro tempo e, por isso, Carpegiani colocou Vinicius Júnior logo na volta do intervalo. Precisando virar, o Flamengo apresentou um volume de jogo maior, mas continuou esbarrando na marcação tricolor e ainda dando condição a vários contra-ataques do Flu.

Até que o “bumba-meu-boi” deu um certo efeito para o Flamengo. Foi depois de um bate e rebate que a bola sobrou para Everton. O meia pegou na veia e fez um golaço. A emoção veio, mas a virada do Fla não. O Flu se salvou e está na final.