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FUTEBOL É SIMPLES, NÃO INVENTA

Feijão com arroz bem temperado também é gostoso

 

Sempre ouvi dizer que futebol é a coisa mais fácil que existe, basta não inventar que você terá um bom time e será objetivo, é óbvio que ter jogadores de qualidade e que entendam a sua filosofia ajudam em sua proposta de jogo.

Uma outra coisa que sempre ouvi os técnico dizerem e sempre com propostas vencedoras é aproveitar a característica dos jogadores que você possui, tentar mudar ou tentar fazer que seu jogador faça algo fora da sua característica é uma boa fórmula para que nada dê certo.

Com base nisso vamos analisar o time que saiu da confusão no ano passado, tínhamos jogadores, (e ainda temos), com muita velocidade e precisão nos dribles como Everton, Nixon, Paulinho e Gabriel, isto em 2014. O Luxemburgo ao assumir o time fechou a defesa com Cáceres, Márcio Araújo e Canteros e tinha uma forma de jogar onde o time saía em contra-ataques rápidos e sempre jogando por uma bola. Deu certo mesmo com um elenco limitadíssimo.

Este ano chegaram diversos jogadores a pedido do próprio Luxemburgo, e o elenco bem ou mal ficou mais qualificado, ou alguém contestou as chegadas de Jonas (o maior ladrão de bola da Série B), Arthur Maia, Marcelo Cirino, Pará, Armero, Bressan, pode não ser o melhor do Brasil, mas fica sem nenhuma dúvida entre os seis, sete melhores da Série A.

Então o que não funcionou este ano? Um ano em que tivemos a maior pré-temporada depois de muito tempo e mesmo assim o alto número de lesões musculares que afetaram o elenco em apenas cinco meses. Aliado a isso, o Luxemburgo tentou ser um “gênio” e mudou o posicionamento da principal contratação do ano. Marcelo Cirino que se destacou no Atlético-PR jogando aberto pelas pontas, tendo uma referência no meio da área, chegou ao Flamengo para jogar de costas para a defesa, com isso a principal característica do jogador que é o drible e velocidade ficaram prejudicadas, contra os times pequenos deu certo e ele fez vários gols, mas contra times mais bem postados ele teve muita dificuldade.

O esquema mais utilizado na Europa é o 4-2-3-1, onde temos dois jogadores na frente da zaga que saem pro jogo, três meias que armam e marcam com a mesma eficiência e um atacante centralizado, o Flamengo na década de 80 já atuava desta forma, e pasmem, a seleção de 70 também atuava assim, o próprio Pep Guardiola já disse diversas vezes que se inspira no Flamengo de Zico e na seleção de Zagalo.

Mas o Luxemburgo tentou implantar um 4-3-3 no Flamengo sendo que tais jogadores não possuem um perfil de jogar tão aberto assim, para jogar desta forma é necessário ter jogadores de extrema habilidade no elenco, o que não é nosso caso, tanto que só vejo três times jogarem desta forma no mundo, Real Madrid, Barcelona e Bayern, os demais jogam no mesmo esquema que usávamos lá na década de 70 e 80.

Outro erro que notei no decorrer deste ano é nosso time não tem uma jogada ensaiada, hoje a bola parada ganhar jogo e mesmo assim não temos nenhuma jogada trabalhada para esta situação. Eu não vejo movimentação nem quando estamos atacando e muito menos quando estamos defendendo.

Na semana anterior ao jogo contra o Avaí o Flamengo teve 7 períodos de treinamento, incluindo o famosos rachão, e nenhum treino tático foi feito neste período, em uma entrevista do Carlos Ancelotti, ele disse que não importa a quantidade de treinamentos que você dá, mas sim a intensidade que você treina, e em dias que antecedem aos jogos o recreativo que é dado é de 20 minutos com a roda de bobinho, onde querendo ou não, você está treinando os toques rápidos, que em situação de marcação cerrada você faz o time tocar e se movimentar para sair da marcação.

O Flamengo tem sempre a posse de bola, mas uma posse de bola inútil, onde não consegue furar a defesa do adversário, o que adianta ter a bola se você não se movimenta, buscando achar um buraco na defesa adversária para com infiltrações poder finalizar. Isso meus amigos, só mesmo com muita intensidade nos treinamentos e usar a característica de cada jogador.

Hoje eu usaria Cáceres, Jonas, Canteros e Everton como quarto homem no meio, como ele jogava no Atlético-PR em 2013, Cirino aberto pela direita e Eduardo centralizado.

Como ainda não fechamos com ninguém não vou especular as contratações. O fato é que este elenco pode jogar muito mais do que jogou em 2015, e pelo menos o Cristóvão não é de inventar e faz o simples, justamente o que precisamos hoje.

Obs.1: Quem investigava leite azedo nos EUA era a FDA, mas parece que o FBI começou a fazer isso também.

Obs.2: Se o FBI deixar o Kleber Leite falar lá nos EUA ele volta com o direito de transmissão da MLS.


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