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Futebol rubro-negro conta com comissão técnica de ponta

Clube tem alguns dos melhores profissionais do mercado, muitos com passagens por seleções e disputa de Copa do Mundo

Daniel, Martorelli, Diogo e Pavanelli

Daniel, Martorelli, Diogo e Pavanelli

Não só de bons atletas vive o Rubro-Negro. Responsável por deixar o time em condições de praticar um futebol competitivo, a comissão técnica possui profissionais de renome, muitos com passagens por seleções, inclusive as Brasileiras adulta e de base. O reconhecimento reflete nos convites para ministrar cursos, debater em fóruns, simpósios e mesas redondas. Em pauta, diferentes assuntos pertinentes aos esportes, não só futebol.

Vasta bagagem adquirida em outros clubes e trabalhos de alto nível reconhecidos internacionalmente são algumas das características destes importantes personagens, como Cláudio Pavanelli. No Flamengo há quatro anos, passou por outras equipes e pôde desenvolver atividades que refletem no futebol brasileiro positivamente. Uma delas foi a coordenação do trabalho de desenvolvimento de massa muscular de Neymar e Robinho.

"O trabalho que coordenei envolveu a participação direta de profissionais da preparação física e nutrição nos treinamentos, com alimentação e suplementação adequadas e, principalmente, o respeito à maturação e resposta ao desenvolvimento de cada atleta. O objetivo era um desenvolvimento harmônico em massa muscular com eficiência adequada para a prática do futebol, ou seja, ganho de massa muscular com manutenção ou aprimoramento das principais características dos atletas, como velocidade, agilidade e potência no arranque. Com o Robinho, o trabalho foi desenvolvido desde os 14 anos de idade, e com o Neymar, 13 anos. O próprio Alan Patrick foi um dos envolvidos neste trabalho que fizemos, que resultou em vários atletas de nível elevado", recordou o fisiologista, que participará  no dia 12 de outubro do Simpósio Internacional de Ciências do Esporte, regido pelo tema dos Jogos Olímpicos.

imageCom mais tempo de casa, o Chefe do Departamento Médico Dr. Márcio Tannure (foto ao lado) afirma que o Flamengo é um selo de qualidade que acrescenta-se ao currículo. Segundo ele, a visibilidade e exposição do trabalho é muito grande e, se conseguir executar bem as funções, o retorno será sempre positivo. Desde o início do ano, foi convidado, até o momento, para palestrar ou ministrar cursos em cerca de 20 locais diferentes, mas, por conta do calendário do futebol, participou de "apenas" dez. Em outubro, promoverá o próprio evento, o Congresso Rio Sport & Health.

"O Flamengo me ajudou e continua ajudando muito profissionalmente, é um aprendizado. Esta parte prática, da convivência com os atletas, não se aprende em livro algum. Só vivendo", garante. "Este evento de outubro é a segunda edição. É um sonho meu de muito tempo, de criar um congresso em que haja interação entre público e palestrante; e que tenha a parte prática, que acho que falta muito. O objetivo é levar cada vez mais informação com pessoas que tem atuação na prática, que é o mais difícil, e passar para pessoas que trabalham com saúde no geral, ente médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e demais profissionais da área de saúde e treinamento desportivo, além de alunos desses cursos", explicou.

Dr. Tannure acumula a Seleção Brasileira no currículo, onde atuou como Coordenador Médico das categorias de base, dos anos de 2007 a 2012. Entre os títulos, destaca os conquistados com a Sub-20: o Sul-Americano, em 2009, e o Pré-Olímpico, em 2011. "Só cheguei à Seleção Brasileira graças ao Flamengo", enalteceu. Na Gávea, começou como estagiário, em 2002, e, após colar grau, dois anos depois, foi contratado em janeiro de 2005.

imageAnálise de Desempenho
Assim como o Chefe do DM rubro-negro, outros da comissão técnica vestiram a amarelinha nas divisões de base. Um deles foi João Roberto Sauthier, que foi acompanhado de perto após desembarcar  no Centro de Treinamento George Helal, em Vargem Grande, onde confirmou a trajetória ascendente, que culminou na promoção à coordenador da Análise de Desempenho do Mais Querido, com apenas 27 anos, há cerca de 15 dias. Na Granja Comary, foi vice-campeão mundial Sub-20 este ano, na Nova Zelandia, ao lado de Jorge e Jajá. Embora com experiência em outros centros e times brasileiros, Bebeto, como é conhecido, sabe o quanto significa vestir o Manto Sagrado e destaca o alto investimento realizado pelo clube na Central de Análise de Desempenho (CAD).

"Objetivo mútuo é fazer o Flamengo cada vez mais forte. O clube investiu em equipamentos de ponta, eletrônicos diversos como iPads e notebooks, em softwares de última geração, compras de licenças de programas específicos de análise. Tudo a fim de que possamos desenvolver os nossos parâmetros, de acordo com a linha de trabalho implementada por nós, após a criação do CAD. Por estar no Flamengo, a valorização é muito grande, não somente do setor em relação aos demais clubes, mas também do meu nome perante os demais profissionais, comissões técnicas e clubes que já trabalhei e que investem na modernidade e nesta área, que está se firmando e consolidando no cenário nacional. Hoje, o Flamengo é referência no mercado de Análise de Desempenho", disse.

No ano passado, representou o Flamengo em curso realizado em Londres. Em 2015, já recebeu convites para outros cursos no exterior, e irá conceder a segunda palestra este ano, desta vez na Unisinos, em Porto Alegre. De acordo com Bebeto, fruto da vestimenta vermelha e preta.

"Para estar no Flamengo, neste clube gigantesco, não é fácil. Por isso, temos certeza de que toda comissão técnica é muito competente. Se prepararam de mais para exercer suas respectivas funções. Tenho a plena convicção de que o objetivo mútuo de todos nós é fazer o Flamengo cada vez mais mais forte, fazendo jus ao nome do clube e à magnífica torcida. É um orgulho pessoal e satisfação como profissional trabalhar no clube, que tem destaque mundial. E isso faz com que haja convites diversos para que eu participe de cursos e seminários", finalizou.

Do 'zero' para a Copa do Mundo de 2014
A comissão técnica é formada por treinador, auxiliares, preparadores físicos, fisioterapeutas, médicos, fisiologista, enfermeiro, nutricionista, massagista, roupeiro, entre outros integrantes essenciais para o funcionamento do futebol. Em cada setor, pelo menos um colaborador já defendeu o Brasil. No CT, há ainda a função do cinegrafista, ocupada por Stephano Loyo (foto acima, à esq. ao lado de Bebeto). Em sua segunda passagem pelo Rubro-Negro, não tem dúvidas em afirmar que, quando acertou com o Flamengo na primeira vez, foi como se tivesse começado do zero.

"É uma vitrine, uma grande exposição, me coloca muito bem no mercado, mas o Flamengo não divulga o 'antigo' Stephano. O que fiz antes era como se não tivesse feito. É o Stephano do futebol. Comecei a sentir esta exposição quando comecei a fazer vídeos dos bastidores. E essa galera que curte o que eu faço e conhece o meu nome, não sabe o que eu fazia antigamente. É como se tivesse iniciado em um novo negócio. Agora, é inegável de que qualquer profissional que trabalha no Flamengo, em qualquer área, se destaca, vira notícia em algum momento. Iguais a mim deve ter vários, ou melhores, por isso tenho que me manter antenado, ligado, atualizado, porque o Flamengo é isso. Todo mundo está vendo, porque todo mundo é Flamengo", analisou.

Quando iniciou no clube da Gávea, teve que aprender as regras do mundo da bola, as maneiras de conduta peculiares deste universo. Stephano garante que os ensinamentos assimilados foram muito importantes para o maior desafio de sua vida, ocorrido no ano passado: integrou a delegação da Suíça que disputou a Copa do Mundo no Brasil. A fluência em alemão e francês ajudou na adaptação ao grupo, mas não foram exatamente os idiomas que ajudaram a quebrar o gelo do Team Liason Officer (TLO) do time, responsável por toda a logística da seleção durante a competição.

"Quando falei que havia trabalhado no Flamengo foi mega positivo. Falei logo no início e isso me ajudou. Ganhei pontos (risos). Se dissesse outro clube, não sei se dariam tanta importância. Eles adoraram saber, fizeram inúmeras perguntas. Jogadores, técnico, preparadores físicos e até o presidente. Perguntavam se o treinamento deles era parecido com o do Flamengo. A exposição de quem veste esta camisa é grande, tanto a nível nacional, quanto internacional", recorda o cinegrafista, que terminou o mundial com uma carta de recomendação entregue pela federação suíça. O único TLO das 32 seleções que recebeu. "Foi o prêmio máximo por tudo que aprendi no Flamengo, a melhor escola que tem", disse.

imageO torcedor sabe que o elenco está cercado de especialistas, cada qual em sua área, que fazem de tudo pelo melhor do time. E, o principal, que sabem a importância da oportunidade de integrar uma comissão técnica que todos sonham fazer parte um dia, ou seja, não podem deixar o nível de excelência cair. E eles fazem por onde, com orgulho.

"Trabalhar no Flamengo é sempre uma grande oportunidade. Acredito que todos os profissionais do futebol tem o desejo, objetivo de poder trabalhar neste clube, por isso chamo de oportunidade. O mercado do esporte é cada vez mais especializado e capacitado. Devido à representação que o Flamengo tem mundialmente, o profissional tem a oportunidade de realizar grandes trabalhos e ter sua valorização perante o mercado", disse o fisiologista Cláudio Pavanelli.

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/22217/futebol-rubro-negro-conta-com-comissao-tecnica-de-ponta

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