GE: “Guerrero na melhor e mais dolorosa versão: dos gols à falta de títulos e doping”

GE: “Guerrero na melhor e mais dolorosa versão: dos gols à falta de títulos e doping”

Acabou em caô a passagem de Paolo Guerrero pelo Flamengo. A expressão carioca utilizada para exaltar o atacante em canção cantada a plenos pulmões no Maracanã ajuda a definir o fim de uma trajetória de três anos, mais gols do que o costume e poucos títulos do ídolo peruano. A suspensão por 14 meses imposta pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) por testar positivo em exame antidoping ultrapassa o prazo do contrato (10 de agosto) e a tendência é que o atacante não vista mais rubro-negro.

Reconhecido por sua qualidade técnica, Guerrero não passou despercebido pelo Ninho do Urubu. Primeiro grande investimento da gestão Bandeira de Mello, chegou nas graças da torcida já pelo fato de trocar o Corinthians, onde era ídolo, pelo Flamengo. O desempenho, entretanto, não foi capaz de alçá-lo ao posto de ídolo do clube da Gávea na oscilante história que se aproxima do fim.

Com a nova punição, a tendência é que o Flamengo repita o procedimento de suspensão do contrato até o fim. As conversas por uma renovação também estão interrompidas e a proximidade do encerramento da gestão atual apontam para outro rumo no futuro do atacante que completa 35 anos em janeiro.

— O futebol para mim é um sonho e continua sendo. Tive a sorte de crescer como jogador. Não consumi nenhum tipo de droga ou substância proibida, jamais tive vontade, porque nunca me chamou a atenção e sempre fui profissional. Nunca fiz isso. Aprendi desde novo o que um atleta pode ou não consumir. Às pessoas que contribuíram para esta vergonhosa injustiça digo que estão me roubando a Copa do Mundo e, talvez, minha carreira. Espero que consigam dormir em paz. Estou estudando com meus advogados para decidir os próximos passos.

Mais gol do que a média