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GOL DE PLACA

DO "CENTROAVANTE"

 

 

 

Que pretensão idiota a minha ao escrever uma coluna como a da semana passada, convocando nossa torcida a comparecer para ajudar a empurrar a equipe!

Nossa torcida não precisa de convocação. Ela SABE exatamente o momento de comparecer e cumprir seu papel.

 

Mas, convenhamos, colocar quase 50 mil torcedores, em dia de chuva intermitente no Rio e com o time na lanterna, foi simplesmente impressionante. Para nós, que estávamos no estádio, para quem viu pela TV, como também deve ter sido para nossos jogadores. Os 11 do outro lado já entraram derrotados na tal faixa e humilhados pelo nosso massacre nas arquibancadas.

 

Algo possibilitado graças a essa nova política de preços de ingressos adotada recentemente pela nossa Diretoria, como todo mundo cansou de pedir. A “Favela”, enfim, voltou ao Maraca e demonstrou o quanto é decisiva.

O time continua longe de estar arrumado, claro, e nem poderia com um treinador que chegou no meio da semana. Por mais competente que o Luxa seja, seria impossível uma mudança radical em tão pouco tempo.

 

Mas acredito firmemente que expondo sua rubronegridade nas preleções, foi capaz de transmitir aos nossos jogadores a responsabilidade de vestir essa camisa. Só um rubronegro de berço consegue passar esse sentimento, que transcende táticas e escalação.

E o time jogou de forma tão argentina, como a versão da música que a Nação cantava. Superou o que ainda falta em organização com muita vontade e com o coração o que não tinha em técnica, fornecendo o combustível que faz a Nação cantar. E ela deu UM SHOW!

 

Gosto, SIM, do Luxemburgo e NUNCA escondi isso. Pela sua competência na beira do campo, claro, mas também, e principalmente, pelo mesmo motivo que faz do Léo Moura o no 1 no elenco atual; do Mauro Cesar e Roger meus comentaristas esportivos favoritos; do João Guilherme meu narrador preferido e de Galvão Bueno um locutor até tolerável; de Renato Mauricio Prado e Calazans meus colunistas diários; de Fabi e Nalbert meus ídolos no vôlei; de Varejão o jogador por quem mais torço na NBA; de Neguinho da Beija Flor a voz mais agradável no samba; de Carolina Dickerman e Christine Fernandes as atrizes mais lindas de todas. Será que ainda preciso dizer a coincidência entre todos esses?

 

Muita gente não entende minha simpatia por ele, graças a sua fraqueza de caráter, conduta centralizadora, maus hábitos ou interferência em outros setores do clube.

Mas Maradona também é fraco de caráter, cheio de defeitos, e gostaria que ele tivesse passado toda sua carreira jogando no Flamengo.  

 

Tenho PLENA consciência que Luxemburgo tem prazo de validade. Vai chegar um momento em que nossos jogadores passarão a se incomodar com sua vaidade excessiva, sua empáfia, sua forma de conduzir certas situações e chegará sua hora de sair.

Mas, neste momento, NENHUM outro treinador teria mais capacidade de nos tirar dessa situação, pra lá de preocupante.

 

Além de ser um treinador que não se deixa impressionar pelo nome de jogadores na hora da escalação e ter peito para dar a cara a tapa nos momentos ruins perante a mídia, sabe TUDO, e mais alguma coisa, de futebol e, principalmente, de Flamengo.

Sua decisão de levar o treinamento de sábado para a Gávea, e permitir a entrada de torcedores, foi uma tacada de Mestre, no sentido de aproximar torcida e elenco. Chamou a torcida pra briga e ela não só foi como lotou o Maraca.

 

Pode até já ser tarde para sonharmos com título ou vaga na Libertadores. Se fosse qualquer outro clube eu afirmaria que sim. Mas, sob seu comando, não espero nada menos do que estar na primeira página da tabela no final do campeonato.

Se, como ele mesmo diz, “a torcida é o nosso centroavante”, que então ele se transforme em nosso Meia de ligação e dê as assistências que esse “centoavante” precisa, para que continue fazendo gols de placa, como fez neste último domingo.

 

 

 

PRA CIMA DELES, MENGÃO !

 

 

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