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Gol do meio da rua, novo técnico, filho de Lê: o 1º título internacional do Fla na base

Equipe sub-17, sob comando de Phelipe Leal, fatura torneio em Dallas, nos Estados Unidos

flameng - Gol do meio da rua, novo técnico, filho de Lê: o 1º título internacional do Fla na base

O processo de reformulação da base iniciado há oito anos por Carlos Noval – agora diretor de futebol do Flamengo – segue dando frutos. No início do mês, os garotos do sub-17 escreveram o nome na história do clube: em Dallas, nos Estados Unidos, bateram o Atlético-PR por 1 a 0 e levaram o título da Generations Cup, o primeiro internacional da base rubro-negra.

A campanha teve vários tópicos de destaque: o trabalho de um novo treinador, adversários de peso, um golaço que repercutiu o mundo, o herói com Flamengo no sangue.

A COMPETIÇÃO

Em 2017 o Flamengo bateu na trave, mas chegou novamente forte na disputa do torneio nos Estados Unidos na temporada seguinte. E vários clubes de peso estiveram na briga, entre eles Real Madrid e River Plate.

A campanha do título foi perfeita: cinco jogos, cinco vitórias, 12 gols marcados e dois sofridos.

Flamengo 5 x 0 Portland Timbers
Flamengo 2 x 1 Independiente del Valle
Flamengo 3 x 1 Atlanta United
Flamengo 1 x 0 River Plate
Flamengo 1 x 0 Atlético-PR (Final)

 

Flamengo venceu os cinco jogos na competição nos EUA (Foto: Divulgação)

Flamengo venceu os cinco jogos na competição nos EUA (Foto: Divulgação)

 

O NOVO COMANDANTE

Phelipe Leal tomou a decisão de deixar o Botafogo para assumir o desafio de treinar o sub-17 do Flamengo. Grato aos quatro anos vividos no Alvinegro – que o levaram ao comando da seleção brasileira sub-15 -, começou o novo trabalho em janeiro. Na primeira competição, já fora do país, o primeiro título e uma certeza de filosofia de base vencedora.

- Fui muito bem recebido pelos jogadores e comissão. Entendo que o processo que o Flamengo vem desenvolvendo na base é um facilitador para qualquer adaptação. Preparamos nesses dois meses com a competição (Generations) como alvo, com grandes adversários. Perto do período de inscrição dos atletas, tivemos seis jogadores convocados para a seleção. O clube entendeu que o mais importante era a oportunidade desses meninos vivenciarem isso, e eles foram abrindo espaço para outros que aqui trabalham. Os meninos enxergaram que o clube pensa além da conquista, mas no modo de desenvolvimento do trabalho - destacou Phelipe.

 

Phelipe Leal fez a estreia em competição pelo Fla em Dallas, nos EUA (Foto: Divulgação)

Phelipe Leal fez a estreia em competição pelo Fla em Dallas, nos EUA (Foto: Divulgação)

 

O GOLAÇO

Contra o Portland Timbers, uma vitória por 3 a 1, sem sustos. O jogo, porém, ganhou relevância ainda maior por causa de um lance. Rodrigo Muniz, recém-contratado pelo departamento de base do clube, tirou um coelho da cartola. Ainda atrás do meio-campo, percebeu o goleiro adiantado e fez uma pintura.

- Estava confiante, a comissão técnica me dando moral. Desde o começo do jogo todo mundo estava falando que o goleiro jogava muito adiantado. E no outro campo aquele dia estava tendo o jogo do Real Madrid. Na hora eu estava olhando para lá. O lateral me achou e eu já dominei olhando para ele. Aí saiu aquilo. O cabeleira (volante do Flamengo) saiu com a mão na cabeça (risos). Sempre quis fazer um desses, mas nunca tive uma oportunidade tão clara igual dessa vez – disse o garoto.

A reação dos companheiros entrega a criatividade do lance. Lucas Gabriel, volante da equipe, chega a colocar as mãos na cabeça. O treinador, que não esquece de pontuar o jogo coletivo, também se rendeu ao garoto.

- O Daniel, nosso analista, tinha dado informações que os goleiros de lá ficavam adiantados. Foi uma percepção muito rápida (do Rodrigo), foi consciente, coisa do momento. Tudo muito rápido. Fez um belo gol.

 

O HERÓI

E para a decisão estava reservado um capítulo à parte para João Gabriel. Filho de Lê, autor do último gol do Flamengo em conquistas internacionais - no 3 a 3 contra o Palmeiras, na Mercosul -, o garoto marcou de cabeça e garantiu o primeiro título da base do clube fora do país.

- Naquele momento ali (gol do título) é um filme mesmo que passa na cabeça, desde lá quando eu tinha 6 anos, na escolinha, com meu avô, falecido. E para a base do Flamengo foi importante demais também, porque foi um título inédito fora do país. E meu pai foi o cara que fez o último em título de competição sul-americana no profissional. Então, cara, foi absurdo. Pensava nele, em como a família estava. Beijei escudo.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/gol-do-meio-da-rua-novo-tecnico-filho-de-le-o-1-titulo-internacional-do-fla-na-base.ghtml

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