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Grato ao Galo, M. Araújo diz: "Mais especial é vestir a camisa do Fla"

Jogador lembra do fato ter sido promovido rapidamente ao time profissional e cita época em que foi colega de Marcos Rocha e Tardelli

Márcio Araújo treina no Ninho do Urubu (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)Márcio Araújo, acompanhado por Luiz Antonio, treina no Ninho do Urubu (Foto: Gilvan de Souza/Fla Imagem)

Márcio Araújo disse ser rubro-negro desde criança em suas primeiras entrevistas como jogador do Flamengo, mas a identidade com o Atlético-MG, primeiro clube grande que defendeu no Brasil, é grande. Foram mais de 200 jogos vestindo branco e preto, com direito a um título mineiro e uma conquista da Série B. O rápido ingresso ao time profissional depois de um mês treinando no Galo é a lembrança mais saborosa da época vivida em Belo Horizonte.

- Um fato que ficou marcado na minha passagem pelo Atlético foi ser promovido para a equipe profissional. O Celso Roth era o treinador, passei duas semanas treinando, mas ele acabou sendo demitido. Achei que fosse voltar para o time de baixo, mas o Marcelo Oliveira assumiu e me deu a oportunidade, me deixou treinando. Fiquei um mês e meio e logo em seguida fui relacionado para o primeiro jogo. Isso marcou muito a minha vida. Por ser tão jovem, num clube grande e ter a oportunidade de ser relacionado com pouco mais de um mês de treinamento. Nunca vou esquecer disso - recorda o volante, orgulhoso.

Apesar do respeito e da gratidão ao clube que lhe deu projeção nacional, garante: sensação melhor ainda é a de defender o Flamengo.

- Claro que enfrentar o ex-clube marca. Saber que já vestimos aquela camisa, que temos amigos lá. Mas o mais especial é vestir a camisa do Flamengo e jogar uma semifinal de um campeonato importante. Isso me motiva cada vez mais a buscar o meu melhor, ajudar meus companheiros para que a gente saia com a vitória.

Claro que enfrentar o ex-clube marca. Saber que já vestimos aquela camisa, que temos amigos lá. Mas o mais especial é vestir a camisa do Flamengo".
Márcio Araújo, rubro-negro de coração

Sobre o assunto torcidas, faz coro aos que consideram a "nação" e a "massa" duas das mais fanáticas do país. Ainda falando do tempo de Galo, lembra que do outro lado há dois ex-companheiros.

- O tempo que passei no Atlético Mineiro fiz muitas amizades. Dos jogadores, apenas o Marcos Rocha e o Tardelli foram meus companheiros na época. É um clube de massa, assim como o Flamengo, com torcedores apaixonados e que empurram o time o jogo inteiro. Vai ser um grande duelo. Eles vêm fazendo uma boa campanha no Campeonato Brasileiro também, se recuperaram e estão brigando pelo G4. Espero que o Flamengo seja mais feliz e jogue bem dentro e fora de casa para conseguir a classificação.

Trata o rival e a necessidade de não sofrer gols com muito cautela, mas prega o óbvio: o Flamengo, independentemente do adversário, tem de se lançar ao ataque no Maracanã.
 
- Temos que ter atenção com todos os jogadores do Atlético. É um time que usa muito a velocidade, com jogadores de lado de campo. Mas a gente tem que sair pro ataque, aproveitar as brechas do Atlético. Temos que tomar cuidado, até pela qualidade do adversário, mas jogando dentro de casa temos que jogar para cima para conseguir um bom resultado. Por se tratar de uma semifinal e dois jogos, não se pode pensar só em um dos jogos. Temos que jogar os 180 minutos com muita intensidade, muita atenção, tanto dentro quanto fora de casa. Pelo regulamento, o gol fora tem um peso grande. Independentemente do resultado em casa, temos que ter a mesma intensidade fora. Os detalhes vão decidir quem vai se classificar para a decisão.

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