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Há 12 anos morria o alagoano Dida, ídolo de Zico e artilheiro do Flamengo

Em Maceió, irmão do craque lembra do homem e ressalta feitos do camisa 10

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    Nome de museu e aposta em chulapa
Dida fez 264 gols com a camisa do Flamengo (Foto: Edson Santa Rosa/Arquivo pessoal)Dida fez 264 gols com a camisa do Flamengo (Foto: Edson Santa Rosa/Arquivo pessoal)

O melhor jogador da história do futebol alagoano foi Edvaldo Alves de Santa Rosa. Dida, capaz de encantar até os torcedores mais exigentes e destruir defesas com habilidade pouco comum, é reverenciado até hoje por duas torcidas. Em Maceió, quem veste a camisa do CSA sabe de seus feitos e se orgulha de o Mutange ser o berço do craque. No Rio, os fanáticos rubro-negros carregam com gosto a bandeira do ídolo que inspirou Zico.  

Há doze anos, o homem morreu, mas a lenda continua viva nos estádios. Ela é passada de geração a geração, para que as jogadas do camisa 10 do Mutange e da Gávea não sejam esquecidas. Irmão de Dida, o jornalista Edson Santa Rosa tem a missão de resgatar os domingos mágicos do jogador.

- Hoje, dia 17 de setembro de 2014, lembramos com saudade os 12 anos do falecimento de Edvaldo Alves de Santa Rosa. Nada mais, nada menos, do que o Dida, o maior jogador já produzido no futebol alagoano. Campeão pelo CSA, pelo Flamengo e campeão do mundo pelo Brasil. Honra grandiosa do esporte da Terra dos Marechais. Artilheiro emérito e craque de jogadas empolgantes e difíceis de vermos as tais em nosso tempo. Que continue nos braços de Deus - lembrou Edson.

No ano passado, Zico participou do quadro do Globo Esporte "História do Futebol Carioca" e contou que Dida foi o seu maior ídolo na infância. O Galinho deu até detalhes sobre a influência do camisa 10 na sua carreira (assista ao vídeo abaixo).

 

- Minha memória é de 1961, quando o Flamengo foi campeão do Rio-São Paulo e foi, talvez, o primeiro jogo que eu fui ao Maracanã, com meu pai, e o Dida fez o segundo gol. Meu pai era apaixonado pelo Dida, os meus irmãos, o Antunes, o Edu, o Nando... era tudo Dida, lá em casa só se falava em Dida, e o meu grande sonho era vestir aquela camisa 10 – declarou Zico, que encontrou o velho craque tempos depois, na Gávea.

- Uma coisa incrível passou a acontecer: eu já ídolo do Flamengo, sabia que o Dida trabalhava lá no Flamengo, nas categorias de base, mas tinha muita vergonha de conversar, de falar com ele. Às vezes, ficava lá no cantinho olhando para ele, vendo ele trabalhar. Sempre vi o Dida como um cara totalmente diferente na minha história – lembrou o Galinho.

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Nome de museu e aposta em Chulapa


Dida cedeu ainda em vida seu nome para o Museu dos Esportes, localizado no Estádio Rei Pelé, Maceió. Lá, inaugurou ao lado de Zagallo o seu busto e viu sua história ser guardada com muito carinho por um velho amigo. O jornalista Lauthenay Perdigão foi o autor da homenagem e não se cansa de fazer reverências ao homem e ao craque.

Museu dos Esportes, Rei Pelé (Foto: Paulo Victor Malta/Globoesporte.com)Faixa de campeão de mundo de Dida no Museu dos Esportes, Rei Pelé (Foto: Paulo Victor Malta/Globoesporte.com)



Ele lembra que, depois de ter parado, Dida também foi observador do Flamengo e descobriu outro jogador de destaque do futebol alagoano.

- O Dida sempre fazia muitos elogios ao Aloísio Chulapa, que tinha uma boa colocação na área, faro de gol e um porte físico privilegiado. Não deu outra: Aloísio conseguiu grande destaque no futebol, foi para o Flamengo e depois chegou a ser campeão do mundo pelo São Paulo. O Dida sabia das coisas, dentro e fora do campo - comentou Lauthenay.

Em campo, Dida conquistou cinco títulos importantes com a camisa rubro-negra. Levantou as taças do Carioca de 1953, 1954, 1955 e 1963, e também o troféu do Rio-São Paulo, em 1961. Ele também é o segundo maior artilheiro da história do Flamengo, com 264 gols em 357 partidas. Na Seleção, conquistou o título mundial de 1958, perdendo a posição entre os titulares apenas para Pelé. No CSA, colocou a faixa dos Alagoanos de 1949 e 1952.

Dida, no CSA (Foto: Arquivo Museu dos Esportes)No início da carreira, Dida com a camisa do CSA (Foto: Arquivo Museu dos Esportes)



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