O FLAMENGO é grande, cósmico, imenso, numerosíssimo e indefinível. Sua história envolve, encanta e emociona qualquer um. O início do futebol em maio de 1912, trazia ao mundo a maior demonstração de paixão e fidelidade que a galáxia conheceu. Cinquenta e nove anos depois, este caso extremo de amor e fascínio nos deu o maior nome do futebol RUBRO NEGRO: Arthur Antunes Coimbra.
No dia 29 de julho de 1971, o menino Arthur (então com 18 anos) estreava nos profissionais do Flamengo e justamente diante do Vasco da Gama. Com um passe de Zico, Fio Maravilha marcou o gol da vitória por 2 x 1.

IMAGEM: Arquivo pessoal – Fábio Justino
Às vésperas de mais um confronto com o nosso maior rival, o MAGIA RUBRO NEGRA trás aos seus leitores números que mostram o “pé-quente” do nosso atual diretor executivo. De acordo com informações do site FLA ESTATÍSTICA, Zico jogou contra o Vasco 51 vezes, venceu em 21 oportunidades, empatou 16 e perdeu apenas 14 partidas. Um fato evidencia ainda mais essa vantagem, em sua 1ª partida contra o Vasco, Zico saiu vencedor com o placar de 2 x 1 e em sua última partida (05/11/1989) 2 x 0 e mais uma vez o nosso Galinho de Quintino trinfuou.
Como uma forma de homenagear esses 39 anos da estréia do Zico no FLAMENGO, o MAGIA RUBRO NEGRA publica com exclusividade, o relato de um ilustre RUBRO NEGRO acerca da estrela maior: O nosso Galinho de Quintino.

IMAGEM: ZNR / MONTAGEM: Fábio Justino
“Quando o grande locutor esportivo Celso Garcia, um rubro-negro daqueles, levou Zico para o Flamengo, muita gente achou graça. Como aquele menino franzino poderia pensar em ser jogador de futebol ? Celso insistiu e deixou o garoto aos cuidados de George Helal. Trabalhávamos juntos na Rádio Globo. Quando Waldir Amaral viu o Zico fez coro com os que duvidavam e apelidou Zico de Galinho. Todos os dias perguntava ao Celso como estava o Galinho de Quintino na Gávea. Pegou. Zico virou Galinho bem antes de virar craque. No próprio Flamengo havia dúvidas e o falecido Célio de Souza, que tinha faro de descobrir craques, quis levá-lo para o Vasco. Celso quase enfartou. Mais uma vez George Helal interferiu e não deixou. Entregou-o aos cuidados do Professor José Roberto Francalacci que, mesmo sem os recursos de hoje, transformou o Galinho num atleta. Daí para o sucesso foi um pulo. Alguns tem pele rubro-negra. Zico tem pele, alma e coração rubro-negros.” – Washington Rodrigues (Apolinho).
Palavras de quem sabe.