"O Guerrero é um centroavante que, se você cruzar por trás da linha da defesa, para ele atacar, ele vai render. No jogo, ele recebeu dois cruzamentos dessa forma. No primeiro, ele cabeceou, e o outro ele não alcançou. Ele não está sendo municiado. Eu vejo isso jogo atrás de jogo. Apesar de o Flamengo estar brigando pelo título, o time não está armado para fazer o centroavante render. A frustração dele é nítida", enfatizou para depois desenvolver e concluir seu raciocínio:

"É um modismo do futebol brasileiro, e eu discordo, de pontas invertidos: o canhoto joga do lado direito. O Flamengo, às vezes, usa isso. E isso dificulta os cruzamentos. Onde o Robben joga, o time é mais compacto. Se o ponta joga por dentro, para fazer os cruzamentos, você precisa que o lateral chegue à linha de fundo. Se o time está espaçado, você mata o lateral, o lateral não é fisicamente capaz de fazer isso. Ponta trocado no futebol brasileiro dá errado. O time não tem compactação. Então, só embola o jogo no meio. O Guerrero é uma vítima disso", determinou.