Julio Cesar revela que, por conta de dores na coluna, treina a base de medicamentos no Flamengo

Julio Cesar revela que, por conta de dores na coluna, treina a base de medicamentos no Flamengo

O goleiro Julio Cesar, do Flamengo, vive os seus últimos dias como goleiro profissional. O contrato dele com o Rubro-Negro se encerra no fim do mês e ele está decidido a se aposentar. Em entrevista concedida ao programa “Noite dos Craques”, do canal Esporte Interativo, nesta terça-feira, Julio revelou que as dores na coluna o atrapalham bastante e que, por conta disso, treina a base de medicamento.

“O que mais pega pra mim hoje é a coluna, sem dúvida nenhuma. E aí tem que treinar a base de medicamento, medicamentos fortes e não é saudável né... Então, eu preferi realmente... tomei essa decisão. Acho que tá bom, né? Acho que foi uma carreira bacana, 21 anos de carreira, muitos títulos... Enfim, muitos amigos... Acho que é o mais legal, muitas experiência... Falando outras línguas, olha que legal... Futebol proporciona essas coisas”, afirmou o goleiro.

O Flamengo e muitos torcedores até queriam que Julio ficasse por mais alguns meses, mas não conseguiram convencer o goleiro. A despedida será contra o América-MG, pelo Campeonato Brasileiro, no Maracanã.

No Fla, Julio tem sido comandado pelo jovem Mauricio Barbieri, de 36 anos. O técnico interino é dois anos mais novo do que o goleiro. Mesmo assim, Julio Cesar o vê capacitado para assumir o desafio de comandar o Rubro-Negro.

“Olha, pelo que ele vem apresentando nos treinamentos e nesse jogo agora diante do Atlético-GO, acho que é um treinador que está capacitado sim. Ele é jovem, tem filosofia, metodologia nova, fala a linguagem do jogador... Acha que não inventa muito. Eu gostei, eu curti. O grupo acredito que também...”

Julio também falou sobre as críticas que o time do Flamengo vem recebendo dos torcedores.

“Fala-se muito nisso, num Flamengo sem raça, que não está correndo... Cara, é muito subjetivo, uma coisa muito pequena... Porque contra o Botafogo mesmo, na semifinal, o Diego Alves não tocou na bola. Agora, se o Flamengo estava jogando desorganizado, organizado, tá mais ofensivo, menos defensivo, é uma outra situação... Eu estava no banco, eu via que a qualquer momento que o Flamengo ia conseguir fazer um gol no segundo tempo. Estávamos pressionando. A bola não entrou, infelizmente. Às vezes a gente paga o preço por uma bola que não entra...”, afirmou.

Por fim, afirmou que os problemas do elenco com o vice de futebol, Ricardo Lomba, ficaram no passado.

“Acho que a gente tem que respeitar pela posição que ele ocupa no clube. Quem somos nós para contrariá-lo? Mas o que eu achei mais bacana do Ricardo Lomba foi que no outro dia ele se apresentou no grupo, botou a cara e a gente resolveu toda a situação internamente e foi super positivo... Zerou tudo... Não tem essa situação mais...”