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Junior classifica Gaúcho como determinante em sua reta final no futebol

Maestro lembrou da personalidade do atacante, falecido esta quinta-feira: "Tinha espírito brincalhão, sempre de bom humor"

Gaúcho (à esq.) ao lado de Junior (Foto: Arquivo)

Gaúcho (à esq.) ao lado de Junior (Foto: Arquivo)

Na última quinta-feira (17), a Nação Rubro-Negra sentiu a perda de um dos melhores cabeceadores que já passou pelo Flamengo. Luiz Carlos Toffoli, o Gaúcho, faleceu com 52 anos, vítima de um câncer na próstata. Marcante para os flamenguistas na década de 1990, quando foi artilheiro do clube e campeão Brasileiro (1992), da Copa do Brasil (1990) e do Carioca (1991), Gaúcho foi formado nas categorias de base do Mais Querido.

Goleador, famoso pela potência de seu cabeceio, o craque marcou 98 vezes pelo Flamengo em 200 partidas. Quando foi revelado, nos Anos 80, Gaúcho, não teve muitas oportunidades no time principal e tentou a sorte em outras equipes, no Brasil e até no Japão, voltando ao Rubro-Negro em 1990 para marcar seu nome na história do clube mais popular do país.

De volta à Gávea, o centroavante foi artilheiro em quatro campeonatos: Taça Libertadores (oito gols) e Supercopa Sul-Americana (três gols), ambas em 1991, e dos Campeonatos Cariocas de 1990 (14 gols) e 1991 (17 gols). Na história do futebol, nenhum outro jogador brasileiro foi artilheiro de duas competições sul-americanas diferentes.

Fora de campo, o jogador esbanjava bom humor e tinha um jeito polêmico, semelhante ao do grande amigo conterrâneo e ex-jogador do Flamengo, Renato Gaúcho, como lembra o Maestro Junior.

"Ele era um cara sempre muito participativo. Antes das finais de 1992, contra o Botafogo, o Carlinhos (Violino, treinador na época) estava preocupado com aquele jeito polêmico dele, como o Renato (Gaúcho), falou para segurarmos ele um pouco (risos). Conversamos, falamos a ele da importância que ele tinha para nós. Ele se cuidou mais ainda e se mostrou fundamental naquela conquista, com duas grandes atuações nos jogos decisivos, inclusive marcando de cabeça o terceiro gol do primeiro jogo", contou o capitão do pentacampeonato brasileiro.

O Botafogo era favorito naquela decisão: com melhor campanha que o Flamengo, o Alvinegro jogaria por dois empates. Contra tudo e contra todos e empurrados pela maior torcida do mundo, o esquadrão rubro-negro mostrou sua força. Cerca de 150 mil torcedores lotaram o Maracanã para assistir a um verdadeiro show do Flamengo. Somente 35 minutos de partida e uma excelente atuação do lateral-esquerdo Piá foram necessários para que Junior, Nélio e Gaúcho, respectivamente, marcassem os três gols da vitória. No segundo jogo da decisão, um empate em 2 a 2 que não alterou o resultado final: o troféu estava a caminho da Gávea. O Maestro, que marcou um dos gols da finalíssima, também contou como Gaúcho atuou extracampo em prol do triunfo.

"Ele nos ajudou, sobretudo, com a garotada naquele time. Era uma referência aos mais novos, Djalminha, Paulo Nunes, Junior Baiano, aquela molecada campeã da Copinha em 1990. Gaúcho nos ajudou a orientar eles, naquela época já tinha uma certa experiência, fazia parte da espinha dorsal da equipe, ao lado de Gilmar, Gottardo e eu. Dentro de campo, procuramos tirar proveito da qualidade dele, do cabeceio, que era sua especialidade. Ele treinava muito, sempre se cuidava para ficar em forma. Tinha um espírito brincalhão, sempre de bom humor e disposto a descontrair. Fez parte da minha última fase no futebol de uma forma bem determinante... Sabia um pouco sobre a doença (câncer) há um tempo e foi uma perda imensa", lamentou o Maestro.

Fonte: http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/23087/junior-classifica-gaucho-como-determinante-em-sua-reta-final-no-futebol

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