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LARGANDO DOS BOXES

JOGADORES TEM DE CORRER PELO CLUBE

Amigos rubro-negros, mais um campeonato Brasileiro com início decepcionante com apenas 13 conquistados em 13 partidas disputadas, ou seja, 1 ponto por partida (33% de aproveitamento). Nesta pífia campanha não sei o que é pior, as nossas sofríveis atuações, mesmo em algumas vitórias, nossa irregularidade ganha-perde, sem ter uma sequência de vitórias para embalar, ou a perda da moral dos jogos em casa.

Agora não tem jeito, temos que pensar jogo a jogo. Encarar cada partida como decisão. Virar o turno entre os 10 primeiros, chegar no pelotão da frente nos primeiros 8 jogos do returno quando jogaremos 6 partidas no Maracanã  e ver o que acontece na reta final do campeonato.

Mais uma vez, teremos que largar dos boxes e fazer uma corrida de recuperação.

CRISTÓVÃO

Cristóvão tem hoje o seu dia D. Jogo no Maracanã, com casa cheia e as duas principais estrelas em campo. Se não ganhar acredito que perderá seu cargo, pois teremos uma semana livre até o próximo jogo, oportunidade para chegada de um treinador com um tempo mínimo para treinar.

Não morro de amores por Cristóvão. Aliás, não morro de amores por nenhum técnico atualmente. Uma das coisas que mais me revoltam no futebol atualmente são os superpoderes adquiridos por esta categoria, com salários milionários, desproporcional com qualquer outra categoria profissional se levarmos em conta, tempo de carreira, tempo de formação, risco e valor agregado.

Não quero aqui também discutir se a contratação dele foi certa ou não, pois já está feita, ele é o nosso técnico atual e não acredito que um rubro-negro de verdade torça contra apenas por não gostar do treinador. O fato é que quando foi contratado, a maior parte da torcida e da mídia aprovou a opção. Criticar depois é sempre mais fácil.

Justificar a sua saída por desconhecer o elenco é contraditório, pois o novo técnico que se por acaso vier também não conhecerá. Até acho que temos alguns técnicos com mais experiência disponíveis no mercado, só não sei ponderar a relação custo-benefício.

Por princípios acredito que continuidade seja fator fundamental para bons resultados, seja em qual área de negócio for. No futebol, lógico que exceções existem, está comprovado pelos números que as melhores campanhas são dos times que mantiveram seus treinadores.

Não estou nada satisfeito com os resultados, muito menos com atuações do nosso time, mas isto não é de agora na Era Cristóvão. Vem de longe.

Lógico que o treinador tem sua parcela pelas opções táticas, pelas escalações e principalmente, ao meu entender, pelas substituições ao longo das partidas. Porém, é muito simplismo colocar apenas na conta do atual treinador a responsabilidade por este desempenho. E a diretoria? E o treinador anterior? E, principalmente, os jogadores?

Para ficarmos apenas nesta temporada, tivemos três oportunidades de montar um time competitivo, na maior pré-temporada do futebol brasileiro com um mês de preparação, durante o Campeonato Carioca e nas 3 semanas entre nossa eliminação do Carioca e o início do Brasileiro.

Não foi o Cristóvão também que avalizou contratações deste ano que mais uma vez frustraram a grande maioria de nós torcedores, com exceção do Sheik e do Guerrero.

Também como atenuante aos resultados do Cristóvão é o desfalque do nosso principal e mais regular jogador das últimas duas temporadas. A contusão do Paulo Victor, queriam ou não, afetou o time. Acredito que o César tenha um promissor futuro, a atuação contra o Náutico comprova, mas a vida de goleiro é cruel. Inexperiente e sem ritmo de jogo, César foi jogados às feras de uma hora para outra e apesar de não ter levado nenhum frango clássico levou alguns gols em bolas bens defensáveis, nos quais tive a nítida percepção que gerou insegurança para o restante do time. O jogo contra o Figueirense exemplifica bem o que quero dizer, no qual estávamos ganhando e com controle do jogo, quando levamos o gol de empate numa falta a meia distância cobrada quase que no meio do gol. Depois daí, o time se perdeu e acabou por levar a virada em casa.

Como crítica ao trabalho atual do nosso treinador está no desempenho do nosso meio-de-campo. Embora tenha testado diversas combinações, o setor mais importante de um time não está produzindo nada. Com o elenco atual e com base nos recentes desempenhos, eu testaria Jonas (Cáceres), Canteros, Luiz Antônio e Alan Patrick. Sem dúvidas aparecerão aqui outras 423 combinações. Mais uma prova de que nada é fácil.

Só não aceito é declaração de jogador dizendo que vai correr pelo Cristóvão. Eles tem de correr para qualquer treinador. Tem de correr pelo clube. Tem de correr pelo profissionalismo.

Saudações rubro-negras


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