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Lesões atrapalham, e Flamengo vive janeiro para se esquecer no NBB

Com três jogadores importantes fora (Fischer, Humberto e Marcelinho) e Marquinhos sobrecarregado, Rubro-Negro sofre com derrotas e cai de rendimento no torneio

flameng - Lesões atrapalham, e Flamengo vive janeiro para se esquecer no NBB

A tabela mostra o Flamengo na vice-liderança Novo Basquete Brasil. São 17 jogos, 12 vitórias e cinco derrotas. Janeiro, porém, foi um mês para se esquecer. O Rubro-Negro vive um inferno astral em quadra e dos últimos cinco jogos, perdeu quatro: Brasília, Franca, Bauru e Vasco. Nos três últimos duelos, três derrotas e a ingrata sequência inédita na competição. Nunca na história da temporada regular o time da Gávea havia sido derrotado em três ocasiões seguidas. Mas, afinal de contas, o que houve com o atual tetracampeão NBB? O GloboEsporte.com aponta abaixo alguns dos pontos que fizeram com que o Flamengo caísse de rendimento nas últimas rodadas.

- Faltou consistência. O campeonato está mostrando que os jogos são disputados e podem ser decididos nos detalhes. Temos buscado a regularidade para que o detalhe seja a nosso favor e não contra. Quero falar que vencemos por um detalhe, e não que perdemos por um detalhe. Quando você vê uma derrota por um ponto, demonstra quanto é o detalhe. É um trabalho de dia a dia, os meninos estão entrando, estamos com o desafio de superar dificuldades e jogar contra equipes completas. Nesses momentos, faz uma diferença grande - disse o técnico José Neto após a última derrota, sábado, para o Vasco.

Esse é o ponto principal do momento Rubro-Negro. O time já não tinha Humberto e Fischer, ambos lesionados. A dupla não jogou em 2017 ainda. Humberto, então, fez duas cirurgias seguidas. O ala havia fraturado o quinto metatarsiano esquerdo no ano passado e teve nova lesão no local. Recuperando-se da cirurgia, ele tirou os pontos do pé nesta semana, mas ainda não tem previsão de retorno.

Outro que está fora é o armador Fischer. Principal contratação do clube para a temporada, ele teve problemas de lesão na panturrilha no Campeonato Carioca depois que voltava às quadras recuperado de uma grave lesão nos ligamentos do joelho. Em 20 de dezembro de 2016, porém, ele sentiu um desconforto na coxa na derrota do Flamengo para o Basquete Cearense, a primeira no campeonato. Desde então, não atuou mais. Fischer tem um edema na musculatura posterior da coxa direita. O departamento médico do Flamengo coloca como previsão de retorno o dia 14 de fevereiro.

Sem Fischer e Humberto, o Flamengo tinha em Marquinhos e Marcelinho seus dois pilares ofensivos. Só que o Rubro-Negro perdeu o seu experiente ala no dia 17 de janeiro, na vitória sobre o Mogi das Cruzes, justamente a última antes das três derrotas seguidas. Marcelinho sofreu entorse nos dois tornozelos quando vinha tendo papel preponderante no ano. Vivendo momento melhor que nos últimos dois anos, quando o Flamengo foi campeão, ele tem médias de 11 pontos e quatro assistências por partida no NBB. 

Além disso, é um dos líderes do vestiário Rubro-Negro. Sua ausência é muito sentida no setor ofensivo. Marcelinho é acompanhado diariamente pelo departamento médico do clube. Ele viaja com a equipe para São Paulo, para o jogo de quinta-feira, dia 2, contra o Pinheiros, às 19h30, mas ainda é dúvida. Enquanto não atua, o jovem Lelê é titular e apesar de estar se destacando, ainda carece da experiência e da mão certeira que Marcelinho tem.

- Teremos um jogo muito duro, o Pinheiros vem de jogos complicados, e vencendo. O Vitória e o Basquete Cearense. Eles estão motivado. Em situação de campeonato, a motivação é muito maior deles. Mas o nosso foco é sempre na vitória e vamos buscar a vitória mesmo fora de casa - disse José Neto sobre a sequência da equipe.

A ausência de Marcelinho faz com que o outro ala titular, Marquinhos, jogador de seleção brasileira, tenha que se desdobrar. Em média, ele tem jogado por 31,2 minutos por partida, perdendo só para o próprio Marcelinho nesse quesito. Sem o colega em quadra, cabe a ele a responsabilidade de buscar as infiltrações e as jogadas no ataque. Contra o Vasco, Marquinhos esteve em ótimo dia e foi o cestinha com 27 pontos, quando jogou por quase 34 minutos, mas é possível perceber que o camisa 11 tem sentido a carga de jogos em sequência. Com duas faltas técnicas por reclamação, foi excluído do clássico no último quarto.

Antes, após a derrota para o Franca, no Rio de Janeiro, quando jogou por 41 minutos (o jogo teve uma prorrogação), o jogador lembrou em entrevista para o SporTV do cansaço, do calor no Rio de Janeiro e pontuou que o Flamengo sofria muito com as lesões, o que sobrecarregava o restante da equipe. 

- Ainda não conseguimos jogar com a equipe completa. Isso não é uma desculpa, mas afeta todos nós e todos aumentamos nossos minutos em quadra - disse o ala em entrevista ao SporTV.

Com o começo do returno do Novo Basquete Brasil, o prazo para a contratação de reforços chegou ao fim. A última adição do Flamengo foi o pivô norte-americano Hakeem Rollins. Assim, com Ricardo Fischer sem conseguir uma sequência de jogos e Humberto lesionado por duas vezes em seguida, além da perda temporária de Marcelinho, o time tem que se virar com o grupo que tem, sem poder trazer atletas para diminuir o esforço dos titulares.

- Pelo regulamento não podemos mais. A última data foi a vinda do Hakeem. Nosso time tem quatro jogadores de fora, quatro jogadores muito fortes, de rotação. Não podemos criticar os meninos, que estão entrando bem. Se você pegar o Marcelinho, o Fischer que foi contratado para ser o número 1, o Humberto, pela história dos últimos três anos dele... Fica difícil - disse o diretor executivo de esportes olímpicos, Marcelo Vido.

O Rubro-Negro tem dependido muito dos seus titulares para pontuar. O banco, recheado de jovens promissores, mas com pouca experiência, tem ajudado pouco. Sem colocar na conta Fischer e Humberto, nove atletas do banco juntos somam médias de 23,3 pontos por partida. Jogador experiente, Rafael Mineiro tem jogado quase 20 minutos em média, mas ajudado apenas com 4,6 pontos por jogo. Armador reserva, Pedrinho joga por 15,2 minutos em média, com apenas 2,8 pontos por duelo.


Hakeem Rollins, recém-contratado, pode ajudar nessa média. Em duas partidas, ele tem média de 8,5 pontos. Titular nos três jogos da ausência de Marcelinho, o jovem Lelê mostrou que tem qualidade, mas oscila muito. Fez 14 pontos contra o Bauru, mas apenas dois contra o Franca e quatro diante do Vasco, no último revés do Rubro-Negro.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/basquete/nbb/noticia/2017/01/lesoes-atrapalham-e-flamengo-vive-janeiro-para-se-esquecer-no-nbb.html

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