Vanderlei Luxemburgo na coletiva
(Foto: Janir Júnior / Globoesporte.com)
Vanderlei Luxemburgo escolheu um dos salões de convenção do hotel que serve de concentração para o Flamengo, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, para falar sobre a sua demissão do clube. No local, se hospedou com o grupo para jogos durante um ano e quatro meses, período em que comandou o Rubro-Negro. Com expressão fechada, chegou para a entrevista coletiva às 11h17m. Depois, sorriu e cumprimentou alguns jornalistas.
- Tranquilo? – perguntou a um deles
Na segunda resposta, Vanderlei comentou a justificativa de Patricia Amorim para dispensá-lo. O técnico reconhece que houve desgaste no relacionamento com o grupo, mas consi
- Entendo a Patricia ter falado de desgates. Acho que faltou um pouco mais de pulso da diretoria. Senti ela sozinha e falei para ela isso, está muito vulnerável, sem um amparo. A minha saída do Flamengo não pode ser uma coisa normal do futebol. Não é por causa disso. Futebol sem desgaste não funciona. O importante é como você trata a relação de grupo. Na minha história de futebol, tive alguns desgastes pela frente. Mas foram poucos. O desgaste existe para você se posicionar em cima de algumas situações. Todas as vezes que eu tive um dirigente que se posionou e fez valer a hierarquia, os resultados foram muito bons. Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro. Dos meus desafetos, nenhum virou pastor de igreja. Na virada do ano, disse que seria difícil conviver com algumas coisas que ocorreram no ano passado. Falei que não conviveria com isso aqui. Eu mudei, comecei a colocar as coisas no seu lugar. Se a diretoria não mudou, não é probelma meu. Se preferem jogar para baixo do tapete, não é problema meu. Venci dessa forma, com desgaste de atletas de alto nível.