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Luxa ressalta mudança de estilo e se anima: "Vamos até o final no pau"

Técnico lembra que panorama do jogo pediu mais velocidade, por isso colocou Gabriel e Nixon na segunda etapa e cita falta de responsabilidade do América-RN

 

Vanderlei Luxemburgo reconheceu as dificuldades do Flamengo na vitória por 1 a 0 sobre o América-RN, na noite desta quarta-feira, no Maracanã. Um dos fatos para a partida dura foi a falta de responsabilidade do adversário, segundo o treinador. Os desfalques e a desvantagem levaram o time potiguar a se tornar ainda mais perigoso. O comandante rubro-negro garantiu que vai até o fim sem poupar e em busca do título da Copa do Brasil. 

- Sabíamos que seria um jogo complicado. Eles não tinham responsabilidade nenhuma. As declarações de que vieram sem 22 jogadores deixa o ambiente mais leve. Por isso, coloquei a equipe completa. Agora, não tem essa de poupar, vamos até o final no pau. Avançamos no Brasileiro e na Copa do Brasil, só vão sair por lesão ou questão tática.

Além disso, Luxa lembrou que precisou mudar o estilo da equipe, que começou com jogadores mais pesados na frente e ganhou em presente ofensiva com Nixon e Gabriel na etapa final.

- Mudamos depois no jogo porque eles foram jogar com três zagueiros. Tínhamos a informação, mas não conhecíamos os jogadores. Coloquei o Eduardo e o Alecsandro, mas depois apostei na velocidade para tentarmos o drible. Quando se tem três zagueiros, é preciso isso.

O próximo rival é o Atlético-MG, pelas semifinais da competição.

Confira os outros trechos da entrevista:

<b>Alecsandro </b>

- Está indo para um hospital na Barra, o doutor Runco vai para lá. Parece que teve um afundamento e deve ter que fazer uma cirurgia. É jogo de futebol, choque, não teve intenção do adversário. Vamos torcer para que seja só uma cirurgia para colocar no lugar e ele possa voltar.
<b></b>

A torcida do Flamengo no Maracanã inflama, vai junto com o time, mas tem que ter resposta, o time tem que chamar o jogo. Se não chamar, é complicado. Tem que ter um drible, uma jogada para esquentar.
Vanderlei Luxemburgo

 <b>Semifinal entre grandes</b>

- Um time que disputa a Copa Libertadores não pode perder o privilégio de jogar uma Copa. Agora, há esse direito e acho que é melhor. Depende da competência das equipes. Você vê que o jogo do Cruzeiro foi apertado, o nosso também. Agora, temos que esquecer a Copa do Brasil e focar nos três jogos do Brasileiro para avançarmos ainda mais e depois pensarmos no que vai acontecer na frente. Teremos um adversário difícil, uma equipe que há uns três anos já faz um trabalho muito bom, mas é só lá na frente.

<b>Torcida</b>

- A torcida do Flamengo no Maracanã inflama, vai junto com o time, mas tem que ter resposta, o time tem que chamar o jogo. Se não chamar, é complicado. Tem que ter um drible, uma jogada para esquentar.

<b>Prioridade no Brasileirão?</b>

- Agora, acabou. Temos que meter um pijama training e descansar. Faltam menos de dois meses para terminar e temos que estar focados, recuperar bem. Teremos três jogos em uma semana, vamos na quinta-feira para Manaus, e vamos tentar recuperar bem os jogadores. Tenho que ter essa preocupação. O João Paulo entrou por não ter o Pico na Copa do Brasil. Então, de repente vou dar uma preservada.

<b>Bom momento</b>

- Temos que ter paciência. O Flamengo não vinha jogando mal, mas não tinha o resultado. Ninguém analisa o que a equipe faz, mas, sim, o resultado. Falava para os jogadores que tínhamos que ter calma e as coisas iam acontecer naturalmente. Aconteceram. Mas é assim: ganhou, é muito bom; perdeu, você não presta. 

<b>Preço dos ingressos</b>

- A diretoria tem o projeto deles. Acho que preço de uma final deve ser diferente de um campeonato normal. Isso é em qualquer lugar. Se chegarmos na final, naturalmente tem que ter um preço maior. Mas tenho na minha cabeça, sempre respeitando as pessoas administrativamente, que a perda se recupera com conquistas. A melhor coisa que tem é ganhar. Assim, tudo fica melhor, o caminho para tudo. Se foi importante ter o torcedor ao lado... Se acharem que têm que aumentar, o problema é da diretoria, que assume o que faz. Eu tenho a minha opinião. Futebol se vive de conquistas. Não adianta o marketing fazer um monte de produtos. Se o time não ganhar, não vende nenhum.
<b>Competições mata-mata</b>

- É diferente. Jogamos com 1 a 0 a favor e se não esquecêssemos isso, íamos nos complicar. Começamos o segundo tempo indo para frente do adversário. É uma competição complicada. O América-RN teve chance de fazer gol, e se faz tudo muda. Um dos maiores exemplos de Copa é que o Real Madrid saiu para um time de quarta divisão na Copa do Rei. Não tem como explicar, no futebol o pequeno pode ganhar do grande.

<b>Viagem para Manaus para pegar o Botafogo</b>

- Essa viagem que é complicada, né? O desgaste é muito grande. Quatro horas para ir, para voltar, mais o traslado... São sete horas e meia de um ponto a outro dentro do Campeonato Brasileiro. Mas quem tem que intervir nisso aí não sou eu, é a CBF. É meio complicado isso aí. Estamos no final da competição, o desgaste físico é muito grande, mas tem que jogar. Vamos nos preparar e jogar.

<b>Euforia da torcida</b>

- A festa tem que acontecer depois do jogo. Durante o jogo, tem que apoiar a equipe. No final, quando ganha, tem que dar cambalhota, fazer tudo mesmo. Tenho experiência nisso, o Flamengo tem um exemplo disso quando tinha uma trabalho fantástico do Joel, achou que estava ganho e perdeu.


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