Todo esse panorama, dentro do contexto de pressão que representa defender um clube de massa como o Rubro-Negro, causou transtornos extracampo não só ao arqueiro como também à sua família. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, sua mãe Jaqueline desabafou contra os críticos e fez um apelo:

"Esquece dele um pouco, deixa ele em paz. É isso que queria pedir. Deixa ele quietinho reconstruir a carreira dele. Porque parece que todo mundo queria destruir ele, ninguém conhece o ser humano, a pessoa boa que ele é. Se soubesse o quanto ele é bom. É isso que eu gostaria, que deixassem ele em paz. A impressão que eu tenho é que ele entrou em campo sozinho, que foi ele contra os 11 e não 11 contra 11. Que se não ganhou a Copa do Brasil foi por causa dele, porque não pegou o pênalti. Mas e os outros? Não fizeram o gol também, não é verdade? O futebol é uma equipe, não é um só que joga sozinho. Foi difícil, porque ele é meu filho. Qualquer pai, qualquer pai nunca quer ver isso. Hoje está assim, é o momento, ninguém analisa mais a história, ninguém tem história mais. Tudo é analisado no momento. Parece que eles têm que acertar sempre, são infalíveis. Não é, todo mundo falha. A diferença é que ele está na mídia, mas todo mundo erra", comentou a progenitora.

Apesar de ter contrato com o Rubro-Negro até 31 de dezembro de 2020, tudo leva a crer que o próximo passo do goleiro será bem longe da Gávea. O Japão surge como um possível destino. O agente já recebeu contato de pelo menos dois clubes nipônicos interessados em contar com o atleta. Em 2013, Muralha esteve no país e defendeu o Shonan Bellmare.

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