Josiel pede uma semana ou duas antes de estrear
(Foto: Tiago Ferreira / Site Oficial do Macaé)
Retomar a fama de artilheiro e ressurgir no cenário do futebol nacional. Aos 31 anos, esses são os desejos do atacante Josiel, recém-contratado pelo Macaé para a disputa do Campeonato Carioca. Goleador do Campeonato Brasileiro de 2007 (com 20 gols), pelo Paraná, o jogador viveu um período complicado desde que saiu do Flamengo, dois anos depois.
Nesse período, o atacante chamou mais a atenção por uma polêmica do que por seus gols. No ano passado, quando atuava pelo Paysandu, ele escreveu no Twitter que estava com saudade "do Rio Grande, de Goiânia... de gente bonita” e chamou Belém de “fim ou começo do mundo”, em resposta a um amigo. As declarações causaram polêmica no estado e fizeram com que o jogador fosse repreendido no clube e causasse a irritação de um apresentador da TV local.
Atualmente, o gaúcho de Rodeio Bonito - que em 2011 também passou pelo Atlético-GO - afirma estar mais cauteloso com sua participação em redes sociais.
- Foi um mal-entendido, um fato isolado. Nosso time não estava ganhando, eu não recebia há meses, e o time não sabia se jogaria a Série C. Juntou tudo. As coisas tomaram uma proporção muito grande. Todas as pessoas fazem comentários na internet, mas às vezes por uma vírgula você é mal interpretado - relatou, por telefone.
Carinho pelo Flamengo e vida nova com o Macaé
Josiel já treina com bola no Macaé para ficar 100% fisicamente e avisa que precisa de uma semana ou duas para perder os quilos a mais ("sabe como é, fim de ano sem fazer nada...") e estrear.
- É um time menor, mas uma vitrine, uma chance que a gente tem de poder disputar contra times grandes da capital. Espero poder fazer um trabalho bom aqui. Vou fazer de tudo para fazer os gols e vencer. Queremos chegar à semifinal, fazer um bom papel. As equipes grandes são as favoritas, mas podemos superar - concluiu o atacante.
Ele sonha disputar neste ano a Série A do Brasileiro, mas reconhece que antes precisará fazer as pazes de vez com o gol. Uma possibilidade bem-vinda para o atacante seria retornar ao Flamengo, clube em que, segundo ele, o ambiente era muito bom.
- Fiz gols no Brasileiro, fui artilheiro (do Flamengo) no Carioca. Era muito bom, tinha pessoas excelentes, de qualidade mesmo. Era um grupo maravilhoso de trabalhar. Em termos de ambiente, era 100%. Não tinha intriga, nem nada. Mas, para voltar a um time da Série A, preciso fazer gols. Atacante vive de gols. Se você jogar dez jogos bem e não marcar, não adianta.
Um reencontro de Josiel com seu ex-clube só poderá acontecer em uma fase decisiva do Campeonato Carioca, já que Flamengo e Macaé se enfrentaram - e empataram por 0 a 0 - no último sábado.
Passagem rápida por Jaguares e Atlético-GO
O atacante deixou o Flamengo no meio de 2009, com 14 gols marcados, depois que o Al-Wahda pediu quase R$ 3 milhões pelos seus direitos. Fechou com o Jaguares e ficou no México de julho a novembro daquele ano. Nos primeiros meses de 2010, ficou apenas treinando no clube dos Emirados Árabes, que já contava com muitos estrangeiros no elenco, até que negociou sua saída.
Atacante vive de gols. Se você
jogar dez jogos bem e não
marcar, não adianta"
Josiel
- Tinha feito bons jogos no México, mas conversei com minha mãe e tive que optar. Ela teve um problema gravíssimo de saúde. Hoje estou com pai e mãe em situação delicada em virtude da idade. Fui aos Emirados Árabes, negociei com eles e voltei para o Brasil - contou.
Contratado pelo Atlético-GO a pedido do técnico René Simões, Josiel teve uma lesão logo após sua chegada e pouco jogou. Ao todo, foram 12 jogos entre agosto de 2010 e junho de 2011, sendo seis como titular, e quatro gols (um na derrota por 4 a 2 para o Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2010, e três no Campeonato Goiano de 2011). Para o atacante, a falta de continuidade e o momento vivido pelos outros atacantes do Atlético-GO fizeram com que ele perdesse espaço.
- Jogava uma partida e perdia três ou quatro por conta de lesão. Joguei pouco, mas consegui até fazer uns golzinhos. Não consegui dar sequência e não renovei o contrato. Quando cheguei, o clube brigava para não cair, mas as coisas foram mudando. Os companheiros de posição começaram a jogar muito bem: Marcão, Elias, Juninho... São atacantes bons, né? Eles iam bem, e eu ficava para trás.