Em entrevista ao ​UOL, o camisa 8 comentou sobre o momento de harmonia com o torcedor rubro-negro. Depois de muito tempo sofrendo com apupos das arquibancadas, o jogador foi ovacionado durante a conquista do estadual sobre o Fluminense:

​– Eu nunca me preocupei com isso [reconhecimento da torcida]. É claro que ajuda. É muito mais fácil jogar sendo reconhecido, mas não tira o meu sono. Em algumas ocasiões, o apoio do torcedor não virá e precisamos trabalhar da mesma forma. É dar o melhor sempre e ter o reconhecimento da comissão técnica e dos nossos amigos. Se vier da arquibancada, melhor ainda. Mas não podemos trabalhar pensando nisso – explicou Araújo. 

– É difícil jogar em um grande clube e não ganhar nada. Ficamos três anos sem levantar uma taça. A pressão é muito grande e sempre cai sobre alguém. Todo mundo tem méritos e culpas. Acho até que viver essa situação de elogios é mais difícil. O pessoal fica elogiando muito, todo mundo manda mensagem e acaba tirando um pouco o foco das coisas. Não gosto mesmo. Prefiro que não mande. Fico contente de gostarem das coisas que faço, mas que fique para eles. Não precisa chegar em mim. Quero trabalhar sério, pois sei que preciso me superar a cada jogo. Se der brecha, as coisas voltam como eram – completou..

O técnico Zé Ricardo, que também sofreu com as críticas por bancar o jogador, destaca a força mental de Márcio Araújo. Mesmo nos momentos em que a pressão foi imensa, o meio-campista seguia apenas focado em trabalhar e fazer o seu melhor dentro de campo.

– O Márcio é um jogador muito forte mentalmente e passa pelos momentos de crítica praticamente ileso. Ele me ensinou muito com isso e ainda tem bastante a nos ensinar aqui no FlamengoÉ um atleta preparado, de grupo e tenho a certeza de que teria muito sucesso fora do Brasil se tivesse saído há um tempo atrás na carreira. Ele seria extremamente valorizado pelo futebol e pelas estatísticas que apresenta a cada jogo – afirmou Zé Ricardo.