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Marquinhos sobre jogo com portões fechados: "A torcida fez muita falta"

Cestinha da partida contra Franca, ala do Flamengo diz que foi difícil ver a arquibancada vazia num jogo tão equilibrado e espera ver problema solucionado

O time estava lá, completo, saindo de situações complicadas na partida contra Franca, se empenhando para garantir sua terceira vitória em três jogos no NBB7. Mas o sensação do Flamengo era que faltava um jogador importante. Não tê-lo sentado ali pertinho, gritando a plenos pulmões, fez tudo parecer mais difícil. Comemorar uma vitória sem ele, não teve muita graça. Cestinha da partida com 21 pontos, Marquinhos admitiu que foi estranho atuar sem a presença da torcida. Por determinação da Justiça, o confronto só pôde ser disputado na quarta-feira, no ginásio do Tijuca, com portões fechados. Caso a determinação não fosse cumprida, uma multa de R$ 500 mil seria aplicada.

Flamengo x Franca  (Foto: Sandro Lozano)Marquinhos tenta passar pela marcação do argentino Mata (Foto: Sandro Lozano)


- Nós estamos acostumados a jogar com público, com a nossa torcida que nos empurra. E logo no primeiro jogo dentro de casa passamos por uma dificuldade muito grande. Contra Franca sempre dá jogo duro, é uma equipe que luta muito. Foi um jogo de invictos, com belas jogadas e a torcida não estava aqui para ver este clássico. Espero que esta situação seja resolvida e que na próxima partida que fizermos aqui (no dia 25 de novembro contra o Pinheiros) os torcedores lotem o ginásio. A torcida fez muita falta - disse o ala.

Os poucos que resolveram permanecer durante a partida na porta do ginásio arrancaram sorrisos dos jogadores quando uniram vozes para cantar em apoio ao time. O Rubro-Negro perdia por um ponto e esperava pelo início do último quarto para tentar sair daquela situação desconfortável. 

- O torcedor do Flamengo é diferente. Sempre dá um jeito quando a situação é difícil (risos). Nós ouvimos, ficamos felizes e fizemos de tudo para vencer. 

Se para a equipe da Gávea a ausência da torcida foi ruim, para Franca foi um problema a menos. Helinho só lamenta que o grupo não tenha conseguido aproveitar a oportunidade arrancar uma vitória nos domínios do adversário: 82 a 79.  

Flamengo x Franca - Basquete  (Foto: Sandro Lozano)Helinho mantém esperança de ver Franca conseguir novo patrocínio (Foto: Sandro Lozano)

- Jogar contra o time deles é sempre difícil. Sem apoio é uma pressão a menos porque a torcida inflama o Flamengo nos momentos importantes. Nós levamos o jogo de forma equilibrada, mas no mole que demos eles conseguiram abrir seis pontos perto do fim da partida. Dá uma frustração porque poderíamos ter vencido um jogo importante. Mas o campeonato vai ser duro e precisamos manter a cabeça no lugar - afirmou.

E é exatamente o que ele e seus companheiros têm feito, mesmo passando por um momento de tanta incerteza fora de quadra. Aos 39 anos, o armador voltou para a cidade do interior para fazer sua temporada de despedida, mas sem contar com um patrocinador master desde agosto - quando chegou ao fim o contrato com uma empresa de telefonia -, a equipe vê ameaçada a sua permanência no campeonato. Com os salários atrasados, diretoria, prefeito e torcida correm contra o tempo para buscar uma solução.

-  O momento é difícil, mas estamos vendo a união para superá-lo. Nós temos uma mescla de jogadores experientes com jovens que está trabalhando bem. O grupo é muito unido e temos tudo para conseguir fazer uma grande temporada.  

José Neto, técnico do Flamengo, elogia a qualidade mostrada pelo rival até o momento. Está na torcida para que Franca, clube de tanta tradição, possa dar continuidade ao seu trabalho. 

- É difícil falar vendo de fora, mas aquela cidade é a capital do basquete, tem uma história que a gente está buscando fazer. Todos os clubes buscam isso, os tem como referência. Espero que isso logo se resolva. 

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