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Melhor se acostumar: com Diego, Fla consolida mudança de patamar

flameng - Melhor se acostumar: com Diego, Fla consolida mudança de patamar

Com a já tradicional novela do último dia da janela de transferências, o Flamengo, enfim, confirmou a contratação do meia Diego. E aí? Aí que o Flamengo consolidou sua mudança de patamar no cenário do futebol brasileiro. Não se trata de questão técnica. Esta só os treinos, partidas e, talvez, conquistas com participação direta do jogador poderão confirmar e referendar a contratação como reforço. A questão é, mesmo, econômica. Ao fechar com Diego, o Flamengo garante ser um dos atuais gigantes do investimento do futebol nacional, completando a primeira cartada de 2015, com Guerrero.

E, claro, isso gera incômodo e o clube ainda paga pela imagem do passado, quando contratar sem a garantia de verba necessária era praticamente um modus operandi na Gávea. Ronaldinho que nos diga. Se a gestão de Eduardo Bandeira de Mello cometeu vários erros na gerência do departamento de futebol, a decantada política de austeridade financeira tem dado resultados. Há quem confunda alhos com bugalhos. A política de Eduardo e sua turma é saldar a monstruosa dívida e pagar o que pode. Em 2013, o Flamengo contratou Elias por empréstimo junto ao Sporting, suou para ter Carlos Eduardo também provisoriamente e dispensou Vagner Love, Liedson, Ibson e tantos outros por um simples motivo: não tinha, ali, condição alguma de bancá-los. A dívida girava na casa dos R$ 750 milhões. Era hora de amargar. E amargou.

O pacote de reforços do meio daquele ano chegou do interior paulista. Bruninho, Paulinho, Diego Silva, Val. Era dura a realidade para o torcedor rubro-negro. E não havia preocupação externa e vigília ferrenha com a saúde financeira do clube. Com a torneira apertada, o barco rubro-negro seguiu economizando tudo que podia mirando terra firme na frente. A dívida começou a reduzir, o fôlego a aumentar e a capacidade de investimento também. Em 2015, o Flamengo conseguiu chocar críticos e torcedores adversários ao tirar Guerrero, ídolo do Corinthians, pela simples maior capacidade de investimento. E que investimento, beirando quase R$ 40 milhões em três anos de contrato. Sob desdém e previsões de atrasos de salário, Guerrero chegou sob holofotes e valores astronômicos. Ainda deve na parte técnica, mas não houve, em mais de um ano, notícia de atraso nos vencimentos do peruano. Pois voltemos a Diego.

Anunciado nesta terça-feira, o meia de 31 anos sempre foi aquele sonho de consumo de clubes brasileiros em janelas de transferências. Quando indicou o momento de retornar ao Brasil, o Flamengo pintou como favorito. Talvez o ex-santista até tenha mesmo um carinho especial pelo Rubro-Negro, mas Diego sempre foi profissional ao longo da carreira e soube fazer escolhas com segurança. Wolfsburg, na Alemanha, por exemplo. Diego faz parte do mercado de agentes e jogadores que já entende o clube rubro-negro como um porto seguro para receber bem com garantias, ao lado do Palmeiras e seu presidente bilionário. Hoje, o clube carioca pode. Tem o selo de bom pagador estampado. E isso, claro, incomoda quem se acostumou a vê-lo limitado e nas manchetes por atrasos de salários.

Cabe ao Flamengo e sua diretoria a manutenção da política austera. Atualmente, o clube conseguiu formar um elenco encorpadíssimo para os padrões do futebol brasileiro. Guerrero, Sheik, Juan, Rever, Donatti, Mancuello, Alan Patrick, Diego, Ederson, Leandro Damião, Marcelo Cirino, Everton. São grandes opções. O último balanço financeiro publicado indicou orçamento na casa dos R$ 355 milhões, com 41% destinado ao investimento no futebol, faixa bem abaixo da média dos outros grandes clubes brasileiros, em grande parte em caminho inverso, com a dívida galopante. Santos e São Paulo, por exemplo, investem, respectivamente, 83% e 102% de suas receitas no futebol. O Flamengo que contrata Diego colhe, por enquanto, o que plantou. Ter o retorno esportivo será fundamental para manter a roda girando. Claro que a aposta é alta, mas o patamar do Flamengo como grande investidor no futebol brasileiro com Diego se consolidou. É melhor se acostumar.

POR PEDRO HENRIQUE TORRE

Fonte: http://esportefinal.lance.com.br/diego-flamengo/

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2 Comentários
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Alex SandroHá 4 meses

Tenho aqui pra mim que será um processo gradual a escalada do Mengão rumo ao topo dos principais torneios e campeonatos que disputar. Esse ano de 2016 é o ponta pé para a consolidação do Flamengo numa grande mudança em relação aos últimos anos de sofrência da nação rubro-negra por causa dos elencos e resultados pífios. Ainda que não consigamos alcançar um título (Camp. Brasileiro e Sulamericana) este ano, sinto que a partir de agora a ascenção será nítida e veremos os jogadores se doando mais em campo pois agora a concorrência é ferrenha, e isso sem dúvida que será muito benéfico pro futebol do rubronegro. Diego seja muito bem vindo ao Mais Querido, e que em breve você esteja celebrando junto com toda a nação rubronegra os títulos do tamanho da grandeza do Mengão. Nossa meta tem de ser Libertadores e Mundial e manter a ponta no número de campeonatos brasileiros. SRN!!!

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