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MISTÉRIO

SEMPRE COM A FACA NO PESCOÇO

Amigos rubro-negros, confesso que algumas coisas me intrigam muito em relação ao Flamengo como, por exemplo, por que será que apesar de no papel termos um elenco de razoável para bom, digno de estar ao menos entre os 6 primeiros do campeonato, insistimos em frequentar a zona da confusão?

Querem outra: por que o time só corre e luta quando está pressionado?

E mais, por que não conseguimos mais que jogadores promessas na base não vinguem no profissional?

Por que um time que sempre foi caracterizado por ser o time da raça, nos últimos anos perdeu esta identidade e tem sido prejudicado justamente pelo excesso de confiança?

Me irritam profundamente nossos começos de campeonato. Isto é muito ruim. Isto é péssimo. Praticamente em todos os campeonatos, só nos damos conta da nossa situação lá quase no final do turno. É como largar dos boxes e fazer uma corrida de recuperação. Salvo exceções, é muito difícil chegar na frente. Temos que contar com a quebra de muitos carros à frente.

Desde 2011 não terminamos uma rodada no G4. Em 2009 aconteceu a recuperação. Quando será a próxima vez? Mais 17 anos, tempo em que ficamos sem o título do principal campeonato do país?

Podemos ter muitas respostas a estas questões, mas seja qual for a verdadeira, ou melhor as verdadeiras, podemos concluir que os blues ainda tem muito trabalho a ser feito na gestão do nosso futebol.

Sem ter a pretensão de resolver estas equações com muitas incógnitas, gostaria de abordar um tema para nossa reflexão, que é o comportamento de nós torcedores. Não seria o nosso espírito gozador, de zoar nossos eternos fregueses e a nossa eterna confiança na força do manto que transfere aos jogadores um excesso de confiança? Basta ganhar uma ou duas partidas seguidas que já achamos que Tóquio é logo ali.

É justamente por este clima que costumo dizer que o Flamengo não sabe jogar como favorito.

Somente quem está lá dentro, vivendo o dia-a-dia do clube pode ter um diagnóstico mais profundo. De fora me parece que falta uma liderança fora de campo. Como treinador no futebol brasileiro tem vida curta, precisamos de um supervisor que ponha moral junto aos jogadores, que cobre postura profissional dentro e fora do clube, que blinde os jogadores do oba-oba que cerca os clubes nos momentos de vitória ou da pressão nos momentos de derrota. Isto deve ser política do clube, seja quem for o técnico. Este técnico não pode ter o desgaste de policiar jogadores e punir os indisciplinados, porque a panelinha logo derruba este técnico.

Muitos cobram contratações, reforços. Eu também. Entretanto, acredito que nosso melhor reforço seja diagnosticar estes fatos que acontecem conosco e aplicar o remédio correto de modo a não passarmos mais por esta situação de estar brigando na parte de baixo da tabela.

Simples assim.

Saudações rubro-negras


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