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MUITO ALÉM DO BI

NOSSA REALIDADE

 

No início do ano, antes do Carioca, o que mais se ouvia era que a competição não valia nada e que deveria servir apenas para acertarmos a equipe e entrosá-la para as competições mais importantes.Tudo bem! Embora não concordasse, procurei entender os argumentos de quem pensava dessa maneira.

Só que, agora, parece que o discurso mudou. As oscilações inerentes a qualquer fase de testes já são tratadas como queda de produção e o treinador acaba sendo criticado por estar fazendo exatamente o que era pedido. Aí já não dá mais pra entender.

Todos os jogadores estão sendo testados e preparados para uma eventualidade. TODOS! Da mesma forma que todas as possibilidades de escalação e posicionamento, na busca pela equipe ideal. Mas isso, obviamente, acarreta em oscilações no desempenho, desentrosamento e consequente perda de eficiência.

Neste Carioca, pelas características da nossa equipe, enfrentamos dificuldades justamente contra equipes reconhecidamente mais fracas. Essas, pensando unicamente em se manterem dentro da elite carioca, se fecham lá atrás e não saem, mesmo com placar adverso.

Como é impossível jogar quarta e domingo passando os noventa minutos marcando saída de bola adversária, muitas vezes temos que ceder espaço ao adversário, para que, ao se utilizarem desses espaços, nos permitam os espaços necessários para contra-atacarmos em velocidade. Pode parecer complicado, mas não é e é assim mesmo que funciona. Só não funciona contra equipes que se contentam em perder de pouco para os mais fortes, preocupadas com o saldo de gols que pode definir sua situação na tabela.

Já para o Brasileiro, a história certamente será diferente. Esse mesmo estilo que sofre contra equipes menos qualificadas, se torna perigosíssimo para outras que saem para o jogo contra nós. Por isso, mesmo só com esse grupo que temos atualmente, acredito que nossa equipe vai dar trabalho aos adversários no Brasileiro, sejam eles quais forem.

Até onde podemos ir? Isso dependerá basicamente dos reforços que ainda virão. E estou certo que virão. Por sinal, vamos depender desses nomes para sabermos se teremos condições de atuar de uma forma mais agressiva, mais ousada, mais ambiciosa, ou dentro da realidade atual, fechadinha e saindo em velocidade.

É verdade que ainda não temos um elenco super qualificado, mas, no Brasil, neste momento, ninguém tem. Temos uma boa equipe, com mais peças de reposição do que no ano passado, homogênea, aplicada na marcação, que joga com seriedade, que tem a velocidade nos contra ataques como arma principal e um treinador diferenciado.

Nossa principal carência é aquela que todo rubronegro mais atento já percebeu. Hoje em dia, temos no elenco candidatos a um “20”, mas continuamos precisando de um 10. Para uma equipe que depende tanto de contra-ataques, é preciso alguém com visão ampla de jogo, capaz de executar passes em profundidade com precisão. Sem esse jogador os contra-ataques se tornam raros e sobram toquinhos para os lados e para trás. Pior, acabamos na dependência do acerto de cruzamentos sobre a área adversária (o velho, insosso e improdutivo chuveirinho), mesmo não contando com um exímio cabeceador.

Essa é a principal, mas para uma competição tão longa e desgastante como o Brasileirão, precisaremos suprir outras carências também. Vamos precisar de mais um pouquinho de paciência e esperar que nossos Dirigentes e Comissão Técnica tenham uma pontaria tão boa na escolha destes, como tiveram para trazer Cirino e Jonas.

O Flamengo hoje tem um grupo possível dentro de sua realidade financeira. E ao contrário de tempos recentes, quando os jogadores que valiam a pena fugiam de nós como o Diabo da Cruz, por medo de ficarem sem receber, seus próprios empresários nos procuram para oferecê-los. Exatamente por isso, apesar de adorar vencer o Carioca, minhas expectativas vão BEM além de apenas ser BI Estadual este ano.

  

PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!

 



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