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Na base da luta, Fla vence o Botafogo na reestreia de Luxa e encerra jejum

Em partida com forte marcação nas saídas de bola e forte disputa no meio de campo, gol de Alecsandro de cabeça encontra brecha na falta de talento

Não foi uma partida para ser lembrada como bem jogada a deste domingo no Maracanã. Mas a vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Botafogo pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, na reestreia de Vanderlei Luxemburgo na equipe da Gávea, poderá servir para os rubro-negros como um recomeço no Campeonato Brasileiro, ainda que a equipe esteja longe, muito longe, de mostrar um bom futebol. Na verdade, a partida debaixo de forte chuva pode ter luta como palavra-chave.

Superior na fase final do primeiro tempo, principalmente a partir dos 30 minutos, quando o time teve no argentino Mugni uma pequena luz de inspiração e em Alecsandro o faro de gol - marcou numa linda cabeçada, aos 32 -, o time acabou dominado em parte da segunda etapa por um Botafogo também lutador. Mas no lance final, quando o zagueiro rubro-negro Marcelo falhou na saída de bola, faltou estrela ao atacante Zeballos para empatar a partida - na sequência, houve até impedimento do atacante ao receber de Wallyson, mas ele poderia ter decidido na primeira conclusão, defendida por Paulo Victor. O resultado até seria mais justo pelo equilíbrio tanto na marcação forte das equipes no campo de ataque como na briga pela posse de bola no meio de campo.

O Flamengo, que encerra um jejum de oito rodadas sem vencer, vai a 10 pontos ganhos. Continua na zona de rebaixamento, mas sai da lanterna e passa para o 18º lugar na tabela. Com a derrota, o Botafogo, que mostrou uma equipe insatisfeita com atrasos de salários - o time entrou com uma faixa antes da partida -, fica em 13º lugar, com 12 pontos. A equipe alvinegra melhorou sensivelmente com as alterações na segunda etapa, quando Zeballos entrou no lugar de Bollati e deixou o time mais ofensivo. Yuri Mamute, muito mal, também foi trocado por Daniel, nem tão bem. E Wallyson no lugar de Carlos Alberto - o meia foi muito bem marcado - deu mais poder de fogo à equipe.

Alecsandro gol Flamengo x Botafogo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
De cabeça, Alecsandro marca o gol do Fla na vitória sobre o Botafogo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

 

O jogo

Foi um primeiro tempo de muita disputa e pouca inspiração o do clássico no Maracanã. O Flamengo de Vanderlei entrou mais ligado e foi superior a partir dos 30 minutos, quando Mugni começou a se livrar melhor da forte marcação - aliás, uma tônica nas duas equipes - e encontrar nas laterais a melhor posição para desenvolver as jogadas. Com os times bem ligados no meio de campo, os erros de passes prejudicaram as sequências dos lances. O Botafogo teve a sua, quando Carlos Alberto, bem marcado, conseguiu ser o garçom para Emerson Sheik bater com perigo.

O Flamengo, que já tinha tentado a bola aérea num centro de João Paulo para Alecsandro perto dos 20 minutos, repetiu a jogada, dessa vez com sucesso - e iniciada por Mugni - aos 32. O camisa 9 foi feliz na conclusão de cabeça. A partir daí, a equipe alvinegra afrouxou a marcação, e os rubro-negros até poderiam ter chegado ao segundo, se Luiz Antônio não tivesse batido fraco. Pelo lado alvinegro, Edílson, com chute forte de fora da área, obrigou Paulo Victor a fazer a única boa defesa na partida até então.

Na segunda etapa, o Botafogo começou em velocidade em busca do empate. Zeballos deu mais vigor ao ataque, mas as jogadas ofensivas não encaixavam bem e Carlos Alberto não conseguia ser o garçom ideal para Emerson Sheik. Vanderlei tirou Mugni, que jogava bem, para promover a estreia de outro argentino, Canteros, e com isso o time recuou muito. A entrada de Negueba no lugar de Paulinho não surtiu o efeito de aumentar a velocidade no contra-ataque. O sufoco foi até o fim. O Botafogo, que tentou muito o jogo pela direita, não teve em Edílson um lateral eficiente. Agora, a equipe alvinegra vai buscar a recuperação no próximo sábado, diante do líder, o Cruzeiro. Ao Flamengo, cabe seguir na recuperação diante da Chapecoense, domingo, no Sul.

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