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No dia do Professor, Luxa explica diferença do trabalho: "Futebol mexe"

Técnico do Flamengo não fica só na alcunha proporcionada pelos jogadores, tem diploma e garante ter orgulho de sua carreira

Há algum tempo, os treinadores de futebol ganharam a alcunha de professores dos próprios jogadores. Alguns deles, com o diploma na mão, carregam de direito a profissão em seu currículo. É o caso de Vanderlei Luxemburgo, que comanda o Flamengo nesta quarta-feira contra o América-RN, no Maracanã, às 22h, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

Luxemburgo comparou o trabalho de professor de Educação Física, cadeira na qual é formado, com o de treinador. Ele citou a paixão que move o futebol e como ele é capaz de mudar o comportamento das pessoas.

Treino Flamengo - Luxemburgo (Foto: Carlos Mota)Luxemburgo durante o treino do Flamengo nesta última terça-feira (Foto: Carlos Mota)



- Sou professor, tenho meu diploma. Entre 80% e 90% dos treinadores são professores de Educação Física. Somos educadores, além de treinadores. Não trabalhamos a parte do professor no futebol, mas a parte técnica, o emocional. Na minha casa, ninguém fala palavrão e eu falo para mais de metro. O futebol mexe com as pessoas, aí sai um pouquinho o professor - disse Luxemburgo.

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Com mais de 20 anos de carreira como treinador, ele já conquistou uma série de títulos, mas, nos últimos dois anos, havia sofrido com trabalhos com menos visibilidade. Foi demitido do Fluminense, por exemplo, na reta final do Brasileiro do ano passado, quando havia a ameaça de rebaixamento.

De volta e com prestígio recuperado diante do trabalho no Flamengo, Luxemburgo reclamou da forma como os profissionais do futebol são tratados. Para ele, momentos ruins não podem definir anos de carreira.

No Brasil, só se presta momentaneamente. Quando passa por um percalço, fica como se fosse sua história. Tenho uma trajetória rica e bonita e deveria ser exemplo"
Vanderlei Luxemburgo

- Não devo nada para ninguém, nem a mim. Quem tem uma carreira como a minha deve se orgulhar do que fez. No Brasil, só se presta momentaneamente. Quando passa por um percalço, fica como se fosse sua história. Tenho uma trajetória rica e bonita e deveria ser exemplo - afirmou.

Mesmo assim, Luxemburgo não perdeu a vontade de vencer. Com chances na Copa do Brasil, procura minimizar o fato preocupado ainda com a situação no Campeonato Brasileiro. Mas deixou no ar que não se pode bobear com ele.

- Estou realizado, sempre apontado para o céu, querendo ganhar. Se der mole, passo por cima - afirmou Luxemburgo.

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