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NO LIMITE

SINAL AMARELO ACESO

Confesso que, lá no início, quando via o número de rodadas já em dois dígitos, nós com apenas 7 pontos e segurando a lanterna, cheguei a temer pelo pior. Principalmente por perceber na equipe uma letargia digna de rebaixados. Mas aí chegou o Luxa, mudando completamente o astral e comportamento do elenco. Recuperamos a Alma, o Coração, a Mística rubronegra e, por consequência, nossa autoestima e a esperança.

E depois de assistir ao jogo da quarta passada no Murumbi, fui dormir convencido de que a conquista da Copa do Brasil era uma possibilidade concreta. Jogando daquela maneira, em confrontos mata-mata, poderíamos perfeitamente passar por qualquer adversário que aparecesse e terminar este ano comemorando mais um título Nacional, como no anterior.

Só que veio o jogo de domingo e a sensação que bateu foi de que precisamos mesmo é correr atrás dos tais 14 pontos que ainda nos faltam no Brasileiro. E esse é o motivo de, mesmo não concordando, aceitar a opção do nosso treinador de poupar jogadores hoje.

Ao contrário do que cheguei a imaginar, Luxemburgo não estava tentando tirar responsabilidade dos seus ombros, ou tentando se fingir de morto para surpreender nossos rivais. Estava mesmo é falando a verdade e evitando criar falsas expectativas.

Temos uma equipe na conta do chá, que, quando consegue jogar no limite, é capaz de surpreender adversários mais qualificados. O problema é que NENHUMA equipe consegue atuar SEMPRE no limite, jogando duas vezes por semana.

Domingo na Bahia, quarta em Natal e sábado no Rio. Três jogos importantíssimos para nossas pretensões, em três Estados diferentes, em apenas seis dias e por duas competições diferentes. Se para nós é prazeroso, pois estamos permanentemente vendo o Flamengo jogar, para quem vai nos defender lá dentro, uma programação dessas é absolutamente desumana e irresponsável.

É inegável que nossa equipe está certinha, arrumadinha, compactazinha, sabe explorar as poucas armas que possui e vem demonstrando uma dedicação que chega a lembrar equipes argentinas e uruguaias. Só que ainda falta a ela peças de reposição e aquela dose de malandragem, que caracteriza a Escola Sulamericana.

Desperdiçamos pontos IMPORTANTÍSSIMOS por falta dessa malandragem.

Perdemos para o Grêmio, quando nosso zagueiro estava, inexplicavelmente, lá na frente, aos 47 do 2º tempo.

Empatamos com o Palmeiras depois de fazer 2 X 0 no 1º tempo e permitirmos o empate.

Levamos o gol do Flu, quando era evidente que o Conca tentaria colocar aquela bola na cabeça do Fred.

Fomos ASSALTADOS no Morumbi, mas também faltou malandragem, ao cedermos o empate ao São Paulo já nos descontos.

Contra o Bahia nosso miolo de zaga foi ingênuo, ao permitir a antecipação do primo do Messi e ainda sobrou precipitação (e falta de malandragem) ao nosso lateral, no pênalti que cometeu.

Tudo isso nos custou OITO preciosos pontos, que nos levariam aos 39 e possibilitaria uma disputa REAL pelo G4.

A derrota na última rodada não chega propriamente a preocupar. Passamos pela sequência de confrontos mais complicada e continuamos precisando de apenas um ponto por rodada, para nos livrarmos de qualquer ameaça.

Preocupante é, como já frisei aqui, fazermos em casa as partidas contra as equipes que estão disputando título e vaga na Libertadores, e termos que sair para jogar contra nossos concorrentes diretos.

Mas se existe alguma vantagem em jogar em espaços tão curtos, é não ter tempo para ficar remoendo maus resultados. Hoje já tem jogo decisivo e só nos resta encará-lo com a devida atenção, embora disputar vaga em semi-final de Copa do Brasil, contra um time que está em vias de cair pra 3ª divisão, seja uma molezinha que não acontece todo dia. Uma realidade que transformaria em MICO COLOSSAL não cumprirmos nossa obrigação.

Vivemos a mesmíssima situação do ano passado, quando contrariamos todos os prognósticos e terminamos dando volta olímpica. E não é impossível repetirmos essa façanha. Mas para isso vamos precisar jogar no limite em TODAS as partidas, torcer para não sofrermos desfalques importantes e também por uma ajudinha do nosso Padroeiro. Caso contrário, o jeito vai ser se conformar e adiar o sonho de voltar a Libertadores para 2016. Portanto, vamos à luta! Afinal, essa é nossa especialidade.

 

PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!


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