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O fator Wallace

flameng - O fator Wallace

São várias as teorias que surgem para tentar explicar o ótimo momento vivido pelo Flamengo nessa temporada, mas nenhuma delas faz tanto sentido quanto a saída do ex-capitão Wallace.

Sei que muitos torcedores até se arrepiam só de ler qualquer coisa que tenha relação com Flamengo e o antigo camisa 14 do time, mas é sempre bom olharmos para trás com o objetivo de nunca mais cometermos os mesmo erros do passado.

Assim como quando olhamos para as nossas publicações antigas no Facebook e subconscientemente chegamos a conclusão do quanto éramos estranhos, esse processo evolutivo, graças à deus, também aconteceu na Gávea, e mudamos, enfim, para melhor.

Pra mim, a saída de Wallace foi a maior ‘contratação’ do Flamengo em 2016. Em uma baita jogada de mestre de Rodrigo Caetano, a venda do zagueiro para o Grêmio além de render uma boa quantia aos cofres do clube, acertou a defesa da equipe em campo.

Logo o time Grêmio, aquele que certa feita nos enviou o medíocre lateral Pará, recebeu esse presente de grego, e coincidentemente agora já começa a patinar no Campeonato Nacional, perdendo a sua invejável estabilidade defensiva.

Curiosamente, Pará está jogando muito bem, mesmo que tenha demorado para mostrar à que veio. Ou seja, nessa guerra de refugos supervalorizados, o Flamengo saiu ganhando, e no final das contas a tão criticada visão futebolística da diretoria rubro-negra mostrou o seu brilho.

Estava cada vez mais claro que Wallace estava atrapalhando o desenvolvimento do Flamengo no ano, o espalhafatoso defensor cansou de bobear em lances infantis, e nem Muricy Ramalho deu jeito em sua deficiência técnica.

Já a sua incansável genialidade para falar besteiras só agravava a situação do atleta no Flamengo. Metido a intelectual, tinha poderes, além de carregar a braçadeira de capitão, era o porta voz do elenco, um elo entre os jogadores e a comissão técnica.

Não sei quem foi que deu tantos poderes ao Wallace, certamente não foi o torcedor, o zagueiro era quase que unanimidade negativa entre a Nação Rubro-Negra. Certamente, quem deu tanto poder para ele não imaginava como o pseudo-líder se despediria do Flamengo.

Enfim, perdemos muito tempo com as insistências dos treinadores que passaram, e forçaram Wallace goela à baixo do torcedor, mesmo sem clima, ou melhor, mesmo com todo o clima hostil que cercava cada confirmação de titularidade do zagueiro.

Hoje em dia, com boas opções, como Juan, Donnatti, Réver, e Vaz, podemos nos dar ao ‘luxo’ de não nos importarmos com quais dos 4 zagueiros que irão pra jogo, pois sabemos que nenhum deles poderá ser pior que Wallace e sua língua.

Realmente o Flamengo mudou, desapegou ao que não prestava no passado, entrou no caminho certo, e já são 3 jogos sem sofrer gols, o cheirinho está maravilhoso…

Que os deuses do futebol estejam com o Flamengo!

Vinny Dunga
vinny.dunga@colunadoflamengo.com

Fonte: http://colunadoflamengo.com/2016/08/o-fator-wallace/

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1 Comentário

Cesar PerboyreHá 3 meses

Boas observações e de fato Wallace parecia ser uma liderança negativa dentro do grupo. Mas mesmo isso não justifica a covardia que fizeram ao ligar pra casa do Wallace e dirigir palavras de ameaça ao filho dele que teve o azar de atender ao telefonema. SRN

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