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O PODER DE UM CRAQUE

ELE PODE ATÉ VIRAR ÍDOLO

Pelo nosso Mengão já passaram inúmeros craques, dentre eles posso citar alguns: Leônidas da Silva, Dida, Carlinhos, Leandro, Romário, Petkovic, Adriano, Ronaldinho Gaúcho e o maior de todos, o nosso eterno Zico.

Desses jogadores citados por mim, alguns além de craques se tornaram ídolos.

E o que fez apenas alguns se tornarem ídolos? Eu te respondo com imensa tranquilidade. Sua postura não só dentro de campo, mas principalmente fora dele.

O nosso Rei Zico é até hoje ovacionado por onde passa. Isto porque não tem uma única rusga com nossa torcida, nunca pronunciou uma única palavra que desabonasse sua conduta fora das quatro linhas, muito pelo contrário, é exemplo de atleta e profissional até os dias de hoje. É respeitado inclusive pela torcida adversária. Tem três estátuas espalhadas pelo mundo, duas no Japão e uma na Gávea.

O último craque que passou por aqui foi o Ronaldinho Gaúcho, que teve seu vínculo encerrado antecipadamente de forma traumática, por vias jurídicas.

O R10, como era conhecido mundialmente, ficou até hoje marcado por nossa torcida pelos seus excessos e abusos fora de campo, sendo rotulado pela Magnética como Erre10, que ao sair não deixou nenhuma saudade.

Nosso Flamengo estava extremamente carente dessa figura do craque, do ídolo a bastante tempo e a cada jogador que vinha para preencher essa lacuna se tornava uma decepção. Primeiramente, porque o cara não correspondia nos gramados e quando conseguia jogar bem, fora das quatro linhas era um desastre.

Porém, o Mengão parece que acertou ao contratar o Guerrero. Centroavante matador, de técnica apuradíssima, jogador bastante raçudo onde não existe bola perdida, característica essa que nossa torcida adora.

Além de ser bastante centrado a cada entrevista, a cada declaração dada. Vem sempre exaltando o grupo e não apenas ele, mesmo sendo ele que a cada jogo vem fazendo a diferença. São três jogos, três gols e três vitórias. Já caiu nas graças da torcida.

O poder de um craque no elenco é tão benéfico que o time todo cresce com ele. Só para exemplificar, o Márcio Araújo, jogador extremamente criticado por nossa torcida fez seu melhor jogo sábado passado contra o Grêmio, sendo elogiado até por seus mais ferrenhos críticos.

O nosso programa de sócio torcedor deu uma reagida, pois estava meio que estagnado a bastante tempo, não mostrando nenhuma perspectiva de crescimento. E após a chegada do peruano atingiu seu patamar mais alto desde sua criação, atingindo 64.634 torcedores.

No último jogo, colocamos mais de cinquenta e um mil torcedores no Maracanã.

Quando é que foi criada uma música, por nossa torcida, pela última vez para um jogador? Foi em 2009, para o Petkovic, nosso último ídolo, era aquele funk: ?? “É o Pet, é o Pet, é o Pet” ??.

E o Guerrero com suas atuações primorosas já foi premiado com seu funk carioca. E a letra da música já está na boca da galera, que o diga o nosso pequeno torcedor Rafinha, filho do Tend.

Todos nós estamos marcados com esta música, onde o refrão diz: ?? “Acabou o Caô, o Guerrero chegou, o Guerrero chegou” ??.

Até as nossas torcidas organizadas, que estavam muito desorganizadas, pois brigavam mais entre si para ver quem conseguia emplacar sua música favorita, se renderam e todos cantaram juntos o “Acabou o Caô”no último sábado, cantando todos numa só voz durante o último jogo.

Ou seja, por mais caro que seja a aquisição de um jogador deste porte, ele por si só se paga. Pois o aumento de receita que ele traz e as benesses que ele agrega ao time e ao grupo, vale muito à pena este esforço, por mais difícil que seja. Além de deixar nossa Magnética sorrindo de orelha a orelha.

Então amigos, espero que os Blues enxerguem essas vantagens que um craque traz e consigam trazer outros para “brigar” com o Guerrero por este posto de ídolo.

Saudações Rubro-Negras!

Mengão Sempre!

Obs.: Amigos, desde que fui convidado para fazer parte deste seleto time de colunistas do FlamengoRJ em 10-09-2013, quando escrevi minha primeira coluna. Hoje estou postando a minha quinquagésima coluna.

 


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