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“O risco de infecção é maior”: presidente do Fla questiona tempo de testagem exigido pelo protocolo da Conmebol

Devido aos inúmeros casos de Covid-19 que aconteceram na delegação, o Flamengo pediu o adiamento da partida contra o Palmeiras, pelo Brasileirão. No entanto, apesar de ter iniciado uma conversa para adiar o confronto contra o Independiente del Valle, dia 30, o Rubro-Negro entende que a situação na Libertadores é mais ‘tranquila’ e, inclusive, está otimista para utilizar até sete dos 16 atletas que testaram positivo.

O otimismo do Flamengo é baseado no precedente que envolve o Boca Juniors. Na partida de reestreia dos argentinos na Libertadores, a Conmebol autorizou que o clube inscrevessem jogadores que testaram positivo. A decisão é baseada no tempo da ‘janela de infecção’, dez dias após o atleta ter sido infectado, ele não transmite mais a doença. Desta forma, os sete primeiros jogadores que positivaram, caso testem negativo no último teste antes do jogo, estariam aptos a entrar em campo. Durante uma entrevista concedida ao SporTV, o presidente do Fla, Rodolfo Landim, comentou sobre a situação que o clube vive.

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– Quanto mais tempo entre o momento do teste e o momento da atividade for grande, o risco de infecção é maior. O jogador pode ter contraído a doença onde você testa e dá negativo. Se você testa continuamente e próximo do jogo, o risco é baixo de ter contraído naquele momento. O período de convívio foi fator fundamental para a proliferação. No CT são várias isoladas. No hotel você segue regras, tenta ajustar as coisas, ar condicionado, ou se tá fechado. Você não consegue controlar a desinfecção do ônibus. O nível de controle sobre esses aspectos externos é muito menor. Você tenta criar protocolo para diminuir o risco, mas o tempo maior entre o teste e a partida atrapalha. Isso é opinião de alguém que já vem estudando, lendo e conversando sobre o assunto. Os médicos podem falar melhor.

Os jogadores em questão são: Bruno Henrique, Diego Ribas, Filipe Luís, Isla, Michael, Matheuzinho e Vitinho. Os sete atletas testaram positivo ainda no Equador e desfalcaram o Flamengo na partida contra o Barcelona de Guayaquil. Inclusive, o Rubro-Negro fretou um jato para que os infectados retornassem ao Brasil imediatamente e ficassem de quarentena. Devido à isso, caso testem negativo antes do confronto do dia 30, contra o Del Valle, e a Conmebol aceite o precedente baseado no Boca Juniors, esses jogadores estarão à disposição para o jogo.

Publicado em colunadofla.com.