OS PRIMEIROS 90

OS PRIMEIROS 90

Se há uma situação para a qual o rubronegro está mais do que habituado é à tensão de véspera de uma decisão. E as reações são as mais diversas possíveis. Desde aqueles que já saem comprando faixa de Campeão àqueles que sempre acham que não vai dar.

Como sofrer por antecipação me parece pouco inteligente, e comemorar antecipadamente não combina com futebol, acabo optando por um otimismo controlado. Controle esse que poderia ser menor, caso esse regulamento absurdo não nos impedisse de utilizar nosso verdadeiro goleiro titular.

Mas será que esse chega a ser um problema tão grande? Pelo que me lembro das semifinais, nosso adversário, durante os 180 minutos contra nós, chutou apena UMA vez na direção do nosso gol. Sendo assim, se conseguirmos manter essa eficiência defensiva, o problema se torna consideravelmente menor.

Rueda é recém chegado, enquanto o treinador deles já está há mais de um ano no cargo e conhece melhor seu elenco? Sem dúvida, mas esse período sem jogos deve ter sido bastante útil para o nosso estudar o adversário e o próprio elenco que tem nas mãos.

Guerrero não joga? É verdade, que pena!
Mas ele volta na partida do dia 27, enquanto o único matador deles (Sassá) está fora de ambas.
Com Vizeu contundido vamos precisar improvisar? Também é verdade, mas com eles não é diferente.
Embora considere o Paquetá o maior talento de sua geração, não o vejo com características para atuar como um centroavante. Na minha maneira de ver, temos opções melhores para suprir as ausências dos nossos especialistas.

Nunca neguei minha admiração pela capacidade do Luxemburgo na compreensão de futebol e sua argumentação com relação ao Cirino poder jogar centralizado no ataque sempre me pareceu bem fundamentada.
E se a força e velocidade do nosso ex jogador o credenciava a exercer essa função, me parece bastante lógico que valha também para o Berrío, ainda mais forte e veloz que seu antecessor, além de já ter sido testado nessa posição sob o comando do nosso treinador.

CLARO que não existe jogo Final fácil e não espero que este seja uma exceção. Principalmente, pelo fato deles estarem jogando tudo que lhes resta em 2017 nessas finais. Mas nossa situação não difere muito da deles e acredito que nossos jogadores tenham consciência que precisam começar a retribuir tudo que lhes é oferecido, em todos os sentidos, inclusive por nós.

Embora o Futebol seja um esporte onde nem sempre o merecimento seja recompensado, o Flamengo MERECE ser Campeão. Merece pelo exemplo de administração, transparência, ética, profissionalismo e respeito pelos adversários, que vem dando a TODOS os clubes brasileiros, já há alguns anos.

E o torcedor do Flamengo está carente de títulos importantes, depois de um longo período em que exerceu mais a paciência do que seu habitual sorriso de vencedor, exatamente por compreender a necessidade de mudança de um modelo que não condizia com nossa grandeza.

Depois de tantas conquistas na área administrativa o que esse torcedor anseia agora são as conquistas no campo. Desentalar o grito de CAMPEÃO de sua garganta em competições importantes, como forma de recompensa por sua longa espera. Algo que nunca esteve tão próximo como agora.

Pouco importa a ele se vai ser com Muralha ou Thiago, Vinicius Jr. ou Paquetá, Cuellar ou Marcio Araujo. O que ele quer é ver dentro de campo jogadores com a ambição do mesmo tamanho que a dele, com o coração batendo no ritmo da arquibancada e com a obstinação pela vitória digna de quem tem a HONRA de vestir a camisa com o MAIOR contingente de torcedores do Planeta.

E se cada um que entrar em campo nessas finais atender a esses anseios, não tenham dúvidas, estaremos muito próximos de nos livrar desse grito entalado e da nossa Décima conquista de um título Nacional.

PRA CIMA DELES, MENGÃO !!!

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