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Pacotão do Fla: dois chutes, avenidas e sono argentino em goleada sofrida

Em atuação péssima no Beira-Rio, Rubro-Negro vira presa fácil e leva 4 a 0 do Internacional com defesa aberta, Mugni disperso e Negueba correndo sem rumo

 

Presa fácil do Internacional, o Flamengo volta ao Rio de Janeiro com o peso de uma goleada por 4 a 0 no Beira-Rio (veja os melhores momentos no vídeo ao lado) e a lanterna do Campeonato Brasileiro. Entre as explicações para o placar elástico, a expulsão de Chicão aos 45 minutos do primeiro tempo é a favorita. Mas fato é que desde quando a bola rolou em Porto Alegre o Flamengo pouco fez. Chutes a gol, foram só dois, ambos para fora. Atuações individuais muito ruins, como de Mugni, que era para ser o organizador rubro-negro. E Negueba correndo sozinho no ataque na reta final foi a tônica de um time perdido em campo.

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Os dois chutes

 

O Flamengo foi inofensivo no Beira-Rio - mesmo quando tinha 11 jogadores em campo. Foram só duas finalizações em todos os 90 minutos, ambas de longe e para fora. Ou seja, os jogadores sequer deram trabalho ao goleiro Dida. A que passou mais perto foi a primeira, de Amaral, numa sobra de escanteio. Já a de Mugni, no fim do jogo, foi bizarra, sem direção. O Rubro-Negro tem o segundo pior ataque do Brasileiro com sete gols, ao lado de Criciúma e Goiás.

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Poderia ser pior

 

O placar ainda poderia ter sido pior do que o 4 a 0. Foram inúmeras chances desperdiçadas pelo Internacional diante de uma esburacada defesa rubro-negra. O sistema com Léo Moura no meio e Márcio Araújo na direita não funcionou, e era avenida de tudo que era lado. Às vezes, apareciam dois jogadores para marcar quatro adversários na área. E teve até linha de passe de frente para Felipe. Não fosse a pontaria...

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Sem rumo

 

Negueba entrou no lugar de Amaral aos seis minutos do segundo tempo e, na vontade de tentar ajudar, acabou virando símbolo da atuação perdida do Flamengo no Beira-Rio. Num lance, ficou sozinho no campo de ataque correndo de um lado para o outro enquanto os defensores do Internacional trocavam passes. Depois, após brigar pela bola e ficar com ela no campo de defesa, se viu sem opção de jogo e chutou para fora, pela linha lateral.

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Sono argentino

 

Sem Everton, Paulinho e o recém-contratado Canteros, e com Elano no banco, Mugni foi o escolhido por Ney Franco para ser o organizador do Flamengo no Beira-Rio, mas o meia argentino esteve longe disso. Muito lento, ele acaba sendo displicente às vezes. Num raro momento em que recebeu com liberdade no ataque, demorou demais a decidir o que fazer e foi desarmado por quem veio de trás. E o segundo cochilo custou ainda mais caro. Entregou a bola nos pés de Wellington Silva no lance em que acabaria no pênalti e na expulsão de Chicão.

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Aplausos?

 

Sem nada o que comemorar da partida, o Flamengo teve apenas um momento de aplauso no Beira-Rio, só que para a torcida adversária. Foi quando Alecsandro deixou o campo substituído por Luiz Antonio aos 15 minutos do segundo tempo. O atacante, que defendeu o Internacional entre 2010 e 2011 e conquistou a Libertadores, saiu saudado pelos colorados após nada ter feito no jogo.

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