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Pacotão do Fla: show de Nixon, bruxa solta e fim da "maldição" da 3ª camisa

Atacante marca dois gols e quase pede música em partida com laterais garçons, primeiro gol de Pico, três jogadores machucados e primeira vitória da "Flamengueira"

  1. Nixon a 100km/h
  2. Pico, o "ninja"
  3. Léo, o retorno
  4. "Flamengueira" x "maldição"
  5. Bruxa à solta

O time misto do Flamengo deu conta do recado e deixou a equipe praticamente fora da briga contra o rebaixamento, após a vitória por 3 a 0 sobre a Chapecoense neste domingo (assista aos melhores momentos no vídeo abaixo). Mas o jogo no Maracanã significou muito mais do que os três pontos na tabela de classificação.

 



Representou um momento de afirmação de um atacante de 22 anos, a confiança para dois laterais reservas na busca de espaço entre os titulares, a preocupação com jogadores machucados para a semifinal da Copa do Brasil e o fim da "maldição" do terceiro uniforme com a primeira vitória da "Flamengueira".

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Nixon a 100km/h

 

Aos 22 anos, Nixon vive seu melhor momento no Flamengo. Um momento de afirmação e confiança na busca por novas oportunidades no time titular. Depois de ser decisivo com uma assistência na vitória sobre o Internacional, o jovem atacante voltou a brilhar no Maracanã. Fez dois dos três gols sobre a Chapecoense e por pouco não pediu música no "Fantástico", programa da TV Globo que premia quem marca três vezes num só jogo. Em outras chances, ele chegou a acertar o travessão e a driblar o goleiro e ver o zagueiro salvar em cima da linha. Ainda teria uma última oportunidade no fim do segundo tempo, quando sairia cara a cara com o goleiro, mas o árbitro marcou impedimento inexistente no lance.

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Pico, o "ninja"

 

Depois de parar na trave (literalmente) contra o Botafogo, Anderson Pico marcou sobre a Chapecoense o seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. E um belo gol, por sinal. O lateral-esquerdo foi esperto para antecipar o adversário, roubar a bola no rebote com um toque de pé esquerdo e uma finalização certeira de direita. E não parou por aí. Ele ainda mostrou seu lado garçom ao dar a assistência para o primeiro gol de Nixon na partida. Apesar de admitir que ainda precisa perder 2kg, a "Tartaruga Ninja" do Flamengo (como foi chamado por Luxemburgo) já caiu nas graças da torcida e promete brigar com João Paulo pela titularidade.

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Léo, o retorno

 

Após ficar vários meses no departamento médico, Léo voltou a participar de uma partida no final de semana retrasado, contra o Botafogo, quando demonstrou muito nervosismo e falta de ritmo. Diante da Chapecoense, o lateral foi chamado às pressas quando o titular Léo Moura se machucou. Ao entrar, voltou a apresentar erros no primeiro tempo, mas no segundo tudo mudou. Começou a chegar à linha de fundo, deu a assistência para o segundo gol de Nixon e outro cruzamento na medida para Luis Antonio perder grande chance. Ainda ajudou a defesa depois. Enfim, parece ter recuperado a confiança para buscar seu espaço.

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"Flamengueira" X "maldição"

 

A "Flamengueira", uniforme que homenageia a flora brasileira, conheceu diante da Chapecoense a sua primeira vitória depois de uma derrota (1 a 0 para o Grêmio) e um empate (2 a 2 com o São Paulo). Além disso, colocou fim à maldição da terceira camisa do Flamengo, que tem um histórico extremamente negativo: são apenas cinco triunfos, 11 empates e 14 derrotas em 30 partidas. A última vez que o time havia ganhado com um terceiro modelo foi em outubro do ano passado (2 a 1 sobre o Bahia).

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bruxa à solta

 

Envolvido na semifinal da Copa do Brasil, Vanderlei Luxemburgo optou por poupar alguns titulares e escalar um time misto contra a Chapecoense. Apesar da vitória, acabou pagando caro ao ver três jogadores saírem machucados, sendo dois titulares: Léo Moura, que sentiu a coxa direita logo após desperdiçar uma cobrança de pênalti; Gabriel, com o mesmo problema; e Luiz Antonio, que se machucou sozinho ao dar um soco no ar depois de perder uma chance cara a cara com o goleiro. O volante deslocou o ombro direito, que já foi operado uma vez, mas voltou a jogar alguns minutos até ser substituído. Os três casos preocupam os médicos a três dias de decidir uma vaga na decisão da Copa do Brasil contra o Atlético-MG no Mineirão.

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