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Pacotão: rodada#26 tem golaço do Coxa, drible santista e Fred como ator

Fluminense faz dobradinha com Sobis no gol mais perdido. Drible da vaca de Geuvânio resulta em gol da vitória do Santos, e mico é de goleiro do Vitória

A rodada não foi nada boa para os times do Rio. O Fluminense empatou, e Botafogo e Flamengo perderam. Além de não conseguir vencer o Bahia ao mandar seu jogo em Brasília, o Flu fez uma dobradinha negativa: Fred  simulou ter sofrido um pênalti inexistente e foi punido com cartão amarelo (punição que o próprio atacante reconheceu em entrevista como sendo acertada), e seu companheiro Rafael Sobis desperdiçou a mais clara chance de gol entre os dez jogos da Série A do Brasileirão.

O gol do Botafogo também entrou para a lista dos lances negativos, embora por responsabilidade do goleiro Roberto Fernández, do Vitória, que saiu atabalhoadamente da grande área, trombou com Richarlyson e deixou a bola limpa para Rogério marcar.

O drible da rodada também surgiu em uma partida envolvendo uma equipe carioca: o santista Geuvânio passou bonito por João Paulo e em seguida colocou a bola para Robinho fazer o gol da vitória, no Maracanã. A bela jogada não foi suficiente para credenciar a jogada como golaço da rodada porque no clássico paranaense, o volante Hélder acertou no ângulo um chutaço da intermediária. Indefensável!

Pacotão da Rodada 26 (Foto: Editoria de Arte)




Header golaço pacotão (Foto: Editoria de Arte)

Certamente, nem mesmo o técnico do Coritiba, Marquinhos Santos, poderia imaginar em suas considerações no intervalo do clássico contra o Atlético-PR o que viria a acontecer logo no primeiro minuto do segundo tempo. Após um deselegante bate e rebate no ataque, a bola sobrou para o volante Hélder tentar o domínio e acertar um chute improvável no ângulo esquerdo do goleiro Weverton, que só pode lamentar o sucesso adversário no Couto Pereira. Impressionante. Repare na imagem da microcâmera instalada dentro do gol como a bola cai rapidamente para passar muito perto do travessão. Genial. Faz de novo, Hélder?

HEader Pacotão defesa (Foto: Editoria de Arte)


A Chapecoense abriu a rodada levando quatro gols do Palmeiras e se o resultado não foi ainda pior, deve-se em grande parte ao goleiro Danilo, que mostrou uma incrível agilidade para defender uma forte cabeçada do atacante Henrique, que ainda assim marcou três gols na partida (dois de pênalti). A cabeçada foi daquelas de manual: forte e para baixo. A bola quicou, e o goleiro conseguiu acompanhar o movimento exato da subida em velocidade para dar um tapa que tinha de ser homenageado aqui. Parabéns, Danilo. Não é nada fácil conseguir fazer algo assim. Quanto mais a gente revê o lance, mais acaba se esquecendo do reflexo necessário para realizá-lo.

Header pacotão MICO (Foto: Editoria de Arte)



Talvez a melhor medida para enaltecer a defesa do goleiro da Chapecoense seja mostrar o que pode acontecer quando o goleiro erra o cálculo do tempo exato da bola, como ocorreu com Roberto Fernández, do Vitória, na vitória sobre o Botafogo, em Salvador. Um lançamento do meio-campo, e o goleiro decidiu sair para cortar. Aparentemente, ao quicar a bola perdeu velocidade e o arqueiro ficou completamente vendido. Sem poder pegar a bola com as mãos, se abaixou para cabecear e a mandou em cima de Richarlyson, com quem acabou trombando. É verdade que a arbitragem poderia ter marcado pé alto de Rogério, mas como o juiz estava lá no meio do campo, não tinha como o saber o que estava se passando. Deu no que deu.

Header pacotão DRIBLE (Foto: Editoria de Arte)


A velocidade (e a categoria) que faltou a Roberto Fernández sobrou para o atacante Geuvânio, do Santos, no Maracanã. Primeiro para alcançar uma bola que ia se perdendo pela linha de fundo, depois, para deixar o marcador completamente vendido no lance. Ao reduzir a velocidade e hesitar em dar o bote antes do adversário chegar para dominar a bola, João Paulo permitiu que o santista tivesse tempo para pensar em como se livrar do marcador. Não foi uma boa ideia. Ambidestro, Geuvânio não precisou levar a bola para o fundo, como talvez fizesse um destro. Tocou com a esquerda para para o meio, contornou o adversário em um drible da vaca clássico e com a direita ajeitou para a chegada de Robinho. Bola na medida para ser finalizada de primeira. Talvez na próxima João Paulo já vá para o confronto direto tentando um bicão para fora.

Header pacotão SARRAFO (Foto: Editoria de Arte)


Por falar em falta de categoria, dá só uma olhada no que Rafael Moura, do Internacional, fez ao disputar uma jogada com Marquinhos, do Cruzeiro, no Mineirão. Tá certo que em jogo estava a lutar para encostar no líder do campeonato, mas nada explica uma solada como essa, que nem mesmo faz menção de ir na bola. Em nenhum momento Marquinhos ergue o pé ou mostra a sola da chuteira. Pode até ser que se trate de um revide de algum lance anterior, mas o He-Man colorado correu sério risco de ser expulso e prejudicar o Inter em um jogo importantíssimo. Se tivesse levado cartão vermelho, seria difícil alguém acreditar em erro na interpretação do árbitro.

Header pacotão Ator (Foto: Editoria de Arte)


Outro atacante punido com cartão amarelo na rodada foi Fred, do Fluminense, mas por outro tipo de decisão errada: ao receber de Wagner dentro da grande área, deu um corte e foi para cima do zagueiro Lucas Fonseca, que foi mais rápido e conseguiu evitar o contato. Fred se deixou cair na área, mas a atuação não foi suficiente para enganar o árbitro Anderson Daronco, a quem o jogador pediu desculpas, segundo contou em entrevista no intervalo, quando reconheceu que a punição foi merecida. Como raramente esse tipo de trapaça vai a julgamento, o crime compensa. Se cola, ganha um pênalti. Se não cola, fica só no cartão amarelo. A pena branda é um incentivo ao risco.

Header pacotão GOL MAIS PERDIDO (Foto: Editoria de Arte)


Às vezes, parece mesmo que a bola se encarrega de punir. Se no primeiro tempo Fred tentou levar vantagem em busca da vitória, no segundo um cruzamento magistral de Conca alcançou Rafael Sobis livre de qualquer marcação na grande área. O atacante se movimentou com muita inteligência, se apresentando como opção, mas quando escorou a bola para fazer o gol, a bola subiu demais e passou sobre o travessão, aos 18 minutos do segundo tempo. No Brasileirão, Rafael Sobis não marca desde a sexta rodada, quando o Fluminense goleou o São Paulo por 5 a 2. Sobis fez o último gol de sua equipe naquele jogo. Foram 24 finalizações desde então e nada de gol.

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