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Paolo, guerrero, do povo rubro-negro: um peruano mortal no alto

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Salve, nação mais querida do planeta! Pedro Caruso na área.  Mengão só alegria. 100% de aproveitamento em jogos oficiais e o excelente começo de temporada do Mais Querido passa muito pelo atacante peruano que não consegue parar de meter gol! 

Voltemos a 2015. Julho de 2015. O Flamengo vivia um momento turbulento. Era décimo terceiro do Brasileiro, treinado por Cristóvão Borges, sem grandes perspectivas e carecia de uma referência. Um ídolo. A gestão Eduardo Bandeira de Mello confirmava sua primeira grande contratação. O atacante chegava com status de ídolo do Corinthians e com a importante missão de suprir uma longa carência de ídolos… do Flamengo.

Ganhou musiquinha, estádio lotado, e uma alta dose de expectativa. O início foi bom. Mas num time bagunçado e mal treinado logo caiu de produção e foi posto em xeque. Fez um 2016 superior ao ano que chegou. Igualou sua melhor média de gols da carreira, teve papel importante na campanha do Brasileiro, mas nada que chegasse perto da expectativa de um ídolo que pode eventualmente se tornar.

O 2017 de Guerrero é impecável até aqui. Cinco jogos, cinco gols. Média de um artilheiro. E não é só pelos gols – cada vez mais naturais. A identificação com a camisa rubro-negra é maior a cada jogo. Corre, luta, e quando balança as redes, beija o escudo, faz referência à torcida e acena quando tem seu nome gritado.

Nas redes sociais é cada vez mais atuante e carismático. Legendas com referência à grandeza do Rubro-Negro e destaques à união do grupo.

Mas pra tentar entender mais tecnicamente a evolução de Guerrero não é preciso ir tão longe. A saída de Jorge, por incrível que pareça, tem um papel fundamental nisso tudo.

Sim, eu fui um dos que fez campanha pela permanência da nossa joia. Não concordei com os valores na época e confesso que bateu um desespero quando o negócio se concretizou. Jorge foi o melhor lateral-esquerdo do Brasil em 2016 e o Flamengo jamais encontraria uma reposição à altura para disputar uma Libertadores.

De fato não encontraria à altura. Encontrou uma solução ainda melhor.

Miguel Trauco é mais lateral. Um típico lateral-esquerdo. Técnico, vai ao fundo, e parece cruzar com a mão. Sem contar o grande entrosamento com o centroavante peruano, seu compatriota. A dupla parece jogar junta há duas décadas. Trauco é o garçom que Guerrero sempre sonhou.

Jorge é um grande jogador, evidentemente. Acredito que até mais completo e técnico que Trauco. Mas como lateral-esquerdo, a melhor saída pro Flamengo é o peruano. Foram raras as vezes que Jorge foi ao fundo e assistiu Paolo Guerrero em um gol. Seu mapa de calor aponta para um posicionamento mais central, sem grandes arranques e pouco trabalho de linha de fundo.

Dos cinco gols de Paolo em 2017, quatro, sim, quatro, foram de cabeça em jogadas laterais, o que representa 80%. Isso mostra como o peruano é mortal quando se trata de bola aérea – em 2016 ficou muito dependente da construção de jogadas centrais, e era exclusivamente dependente dos cruzamentos de Pará, já que Jorge não tinha essa característica.

Hoje enxergo uma lateral-esquerda muito mais fortalecida. Com Trauco e Renê o Flamengo surfa numa profunda evolução no setor em relação ao ano anterior.

Quem ganha com isso é o atacante peruano.

Os números não mentem: o jogo de Guerrero é no alto. E ter duas laterais tão qualificadas favorece o seu jogo.

Não me faltam motivos pra acreditar que será o ano de Paolo. Além, claro, das laterais, o Flamengo hoje tem um sistema de jogo definido e um time qualificado em todos os setores. Guerrero  disputará campeonatos de alto nível, sobretudo a primeira Libertadores pelo Mais Querido, competição com jogos importantes e onde normalmente ele cresce.

Com mais um ano e meio de contrato – que ojalá será renovado -, Guerrero conta com o cenário perfeito pra conquistar títulos, escrever seu nome na história do Mais Querido e se tornar ídolo.

Voa, Paolo.

O guerreiro do povo rubro-negro.

SRN,

Pedro Caruso.

Me siga no Twitter: @opedrocaruso

 

Fonte: http://colunadoflamengo.com/2017/02/paolo-guerrero-do-povo-rubro-negro/

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