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PAPEL DO ÍDOLO

A FAMA TEM SEU PESO

Amigos rubro-negros, assunto dominante na pauta da grande mídia nesta semana, a frustrada negociação de Léo Moura com o Vasco gerou uma grande polêmica se foi certo ou não o ex-lateral do Flamengo após apenas três meses de sua despedida negociar seu retorno ao futebol brasileiro justamente contra o seu maior rival (!!!???).

Antes de opinar sobre a atitude do Léo, gostaria de valorizar a visão do nosso irmão-colunista Ivan Maurício que em sua coluna da última quinta-feira muito bem pontuou que Eurico e o Vasco saíram ganhando com este episódio pelo fato da imprensa ter tirado o foco da semana de treinos do lanterna do campeonato, dando tranquilidade ao seu novo treinador poder rearmar a equipe (!!!???).

Neste episódio também achei engraçado ouvir dos eméritos analistas profissionais do alto de sua super sabedoria  (!!!???) achar normal um jogador fazer o que Léo Moura fez simplesmente pelo fato de ser um profissional e ter suas contas para pagar. Justamente estes mesmos analistas que sempre criticam os jogadores que trocam de clubes como trocam de roupa, revelando saudades dos tempos em que jogador jogava num mesmo time sua carreira inteira.

Como não sou de ficar em cima do muro vou logo dizendo que não gostei da atitude do Léo Moura.

Como a escravidão já terminou (!!!???) há mais de 110 anos, é lógico que qualquer trabalhador tem o direito de escolher para quem quer trabalhar, aceitando as condições de trabalho, mas não estamos falando aqui de legal ou ilegal. Estamos falando de moral ou amoral, de ético ou antiético.

É sempre difícil discutir ética, porque ética parte de princípios e princípios cada um tem os seus. Portanto, não tenho a pretensão aqui de ter razão, mas apenas colocar meu ponto-de-vista.

Não gostei, não concordei com a atitude do Léo em negociar com o Vasco porque Léo Moura criou um vínculo maior com o clube do que um mero profissional ao se declarar rubro-negro de sangue. O que quero dizer é que Léo Moura poderia ter ficado dez anos no Flamengo e, uma vez dispensado, depois ir jogar no Vasco sem qualquer problema. Porém, ao se declarar rubro-negro fez com que muitos de nós torcedores tolerássemos mais seus erros e suas más atuações pela identificação que ele criou em se colocar como um de nós: um torcedor do Flamengo.

Quando a despedida do Léo Moura se aproximava me questionava se ele era ou não um ídolo meu. À época concluí que não era meu ídolo, mas um ídolo sim no clube pelos 10 anos no clube, por se declarar rubro-negro e um grande carisma junto às crianças, carentes de jogadores com identificação com o clube. O bom público em sua despedida, numa quarta-feira à noite com TV ao vivo para o Rio comprovou a idolatria do Léo Moura.

Nossos ídolos de verdade sempre disseram, e cumpriram, que jamais trabalhariam em outros time grande do Rio pela rivalidade que tem com o Flamengo. Sou ferrenho defensor do profissionalismo, mas no esporte e na arte em geral, música por exemplo, um profissional além de cuidar da excelência em seu ofício, precisa saber lidar com seus fãs cultivando a sua idolatria. É o peso da fama.

E vocês consideram Léo Moura ainda um ídolo?

 

Saudações rubro-negras


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