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Pelo pai falecido, americano Meyinsse vai torcer por Gana na Copa do Mundo

Pivô do Fla, que perdeu patriarca no fim do ano passado, vai comprar uma camisa da seleção africana para assistir o duelo entre as equipes no dia 16 de junho em Natal

A primeira temporada de Jerome Meyinsse no Brasil foi perfeita dentro de quadra. A conquista do Estadual, da Liga das Américas e do NBB, com direito ao prêmio de MVP da final, consagrou o atleta e o credenciou para voos maiores. Os dois convites recebidos para disputar a Summer League, liga de verão da NBA, que recruta novos jogadores para as franquias, devem fazer com que o pivô não atue mais pelo clube carioca. Só que nem tudo foram flores. No final do último ano, ainda durante sua fase de adaptação ao basquete brasileiro, o pai de Jerome, Joseph Meyinsse, faleceu nos EUA.

Filho de mãe jamaicana e de pai ganês, o americano nasceu o estado da <i>Louisiana</i> (EUA). Se na identidade carrega a nacionalidade americana, no coração, Jerônimo, como é chamado pelos companheiros, leva as cores do país africano. No próximo dia 16 de junho, ele estará na Arena Dunas, em Natal, para assistir o confronto de estreia entre as duas seleções.

Jerome ao lado do pai, morto no último domingo após passar mal enquanto dirigia (Foto: Arquivo pessoal)Jerome ao lado do pai, morto no último domingo após passar mal enquanto dirigia (Foto: Arquivo pessoal)

- Vou torcer por Gana, sim. Meu pai era de lá e estaria torcendo também. Ganhei ingresso e vou ver. Só preciso comprar uma camisa da seleção que ainda não tenho - admitiu o pivô.

A possibilidade de comemorar gol contra a própria pátria em nada o incomoda. De acordo com o camisa 55, os EUA não precisam tanto de sua torcida.

- Somos fortes em muitos esportes, ganhamos em vários deles, não precisamos também vencer no futebol. Gana é um país muito pequeno e a felicidade de fazer uma boa Copa do Mundo seria muito maior - explicou o pivô, que só tem nacionalidade americana.

Muito ligado ao seu pai desde pequeno, Meyinsse cresceu vendo a paixão do patriarca pelo futebol, esporte em que quase se profissionalizou antes de se mudar para os EUA, onde foi estudar e forma família.

- Eu nunca o vi jogar porque ele já estava mais velho, mas meu pai dizia que era muito bom jogador e que, se fosse profissional, seria famoso - completou o filho, que também curte ver o esporte mais popular do mundo.

Meyinsse recebe o troféu de MVP  (Foto: Luiz Pires/NBB)Meyinsse recebe o troféu de MVP do NBB 6 (Foto: Luiz Pires/NBB)



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