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Por que o Flamengo enxerga contratação de Diego como um divisor de águas

flameng - Por que o Flamengo enxerga contratação de Diego como um divisor de águas

Diego está perto de vestir a camisa do Flamengo, mas precisa ter a rescisão oficializada junto ao turco Fenerbahçe nesta terça-feira (19). O Rubro-negro aguarda confiante a conclusão dos trâmites burocráticos e tem a certeza de que a contratação será uma espécie de divisor de águas.

Aos 31 anos, o meia está fora do Brasil desde 2004. Ele passou por Porto, Werder Bremen, Juventus, Wolfsburg e Atlético de Madri antes de chegar ao Fenerbahçe. Mesmo longe do auge da carreira, Diego é considerado nos bastidores da Gávea a peça capaz de mudar o Flamengo de patamar no Brasileiro.

Veja o que o Rubro-negro pensa sobre o jogador:

Experiência contra 'entregadas'

Gilvan de Souza / Flamengo

 


O Flamengo deixou pontos pelo caminho no Brasileirão e perdeu a vaga no G-4. Pelo menos três jogos em especial incomodaram diretoria, jogadores e torcida: os empates com Botafogo (3 a 3) e São Paulo (2 a 2) e a derrota por 2 a 1 para o Fluminense. O time do técnico Zé Ricardo (foto) dominou a maior parte do tempo, mas somou apenas dois pontos em nove disputados. Diego é visto como o jogador capaz de cadenciar e pensar a partida. Foi o que faltou especialmente no clássico contra o Alvinegro. A experiência do meia é considerada fundamental nos bastidores para a sequência da temporada.

 

Surge um Ídolo?

OZAN KOSE / AFP


O Flamengo deseja a contratação de Diego há pelo menos cinco anos. O meia já foi procurado e até ouviu propostas em oportunidades anteriores. Em um período delicado do futebol brasileiro, ele chegaria ao Rubro-negro em um patamar elevado. Nome de relevância dentro do país e também na Europa, o meia tem todas as condições de se transformar em ídolo da torcida. O último jogador de meio de campo que atingiu o status foi o sérvio Petkovic. Ronaldinho Gaúcho até tentou, mas a forma como deixou o clube findou qualquer possibilidade de entrar na galeria.

 

Alívio para Guerrero

Mauro Horita/AGIF


A chegada de Diego também é vista como um alívio para Paolo Guerrero. Dividir os holofotes é avaliado pelos cartolas como fundamental para melhorar o rendimento do camisa 9. Aparentemente, o peruano sentiu o peso de jogar no Flamengo e ainda não rendeu o esperado pela torcida. A presença de Diego pode tirar o foco absoluto do atacante, de forma a dividir as responsabilidades. A permanência de Guerrero na Gávea ainda é uma incógnita, mas a diretoria tem a certeza de que, com Diego no meio de campo, enfim o futebol do centroavante irá desabrochar.

 

O sonhado camisa 10

Gilvan de Souza / Flamengo


Ederson é quem veste a camisa 10 no elenco rubro-negro de 2016. No entanto, o meia não tem exatamente a função e organizar o jogo quando escalado. O argentino Mancuello foi contratado com a expectativa de desempenhar algo próximo disso, mas mostrou eficiência ao atuar um pouco mais recuado no meio de campo. Diego é diferente. Trata-se realmente de um número 10 capaz de desempenhar o que dirigentes e torcedores esperam. Se a contratação for realmente fechada, o Flamengo terá um jogador com a função desejada há muito tempo e apenas com o número diferente às costas.

 

Bônus nas bolas paradas

AP


Além da conhecida qualidade técnica e visão de jogo, Diego pode agregar ao Flamengo em algo que falta nos últimos anos: as bolas paradas. Mancuello chegou a dar esperança aos torcedores com sua qualidade, mas o Rubro-negro ainda não emplacou um jogador definitivo na função. Um nome responsável por cobrar faltas e escanteios é uma obsessão do clube. E Diego tem nas bolas paradas uma das principais qualidades. Com sua chegada, o Flamengo pode preencher uma incômoda lacuna e com a qual a torcida se acostumou a vibrar ao longo da vitoriosa história do clube da Gávea.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/07/19/por-que-o-flamengo-enxerga-contratacao-de-diego-como-um-divisor-de-aguas.htm

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