– O Botafogo não possui em sua centenária existência nenhum caso de racismo, pelo contrário. Sempre acolheu a diversidade entre cor da pele, não diria nem raça, pois somos todos da raça humana. Não gosto de divisões, até porque elas são todas ilusórias. Apesar de eu ter cara de europeu, minhas avós eram duas índias amazonenses. Então sou um branco fake, tenho orgulho em dizer isso. Não vai manchar nossa história centenária. Foi o ato de uma pessoa – destacou. 

Carlos Eduardo Pereira também mostrou tranquilidade ao falar sobre uma possível punição ao Glorioso. No seu entendimento, o caso é muito diferente do incidente sofrido por Aranha, em 2014, que acarretou na expulsão do Grêmio da Copa do Brasil

– Qualquer crime será tratado como o de ontem: identificado e conduzido às autoridades, para que tomem todas as medidas cabíveis. Foi o ato de uma única pessoa, ninguém mais apoiou essa atitude. Importante deixar isso muito claro. Que a gente trate o clássico que ocorreu com o futebol com o principal elemento. Estamos muito tranquilos, convictos que cumprimos nossas obrigações – argumentou. 

– De forma alguma, o Botafogo não concorda no sentido que haja qualquer paralelo no que ocorreu com o Grêmio. O CBJD indica caso a infração seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas, o que não ocorreu. Foi um ato isolado. Essa pessoa já está identificada e estamos bloqueando o acesso dela ao check-in. Não há preocupação – concluiu CEP. 

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