O presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, conversou com a reportagem da Fox Sports e admitiu que a mensagem teve um timing infeliz, por conta da morte de Diego Silva dos Santos, de 28 anos, baleado na confusão nos arredores do estádio. Apesar disso, o mandatário fez questão de reforçar que não se tratou de apologia à violência, como acusou o lado alvinegro:

"Tenho plena convicção que foi infeliz, mas foi postado antes de qualquer conhecimento que uma pessoa havia morrido. Acho até que foi desnecessário se referindo a um resultado de campo, mas não faz nada em menção (ao que aconteceu fora de campo). Ele foi interpretado maliciosamente como apologia à violência. Claro que (a pessoa que escreveu) soubesse, se tivesse conhecimento que ela havia morrido, certamente não escreveria. Não houve intenção. Qualquer pessoa inteligente sabe que não teve nenhuma apologia", pontuou.

A fala do dirigente do Fla se referiu ao que o perfil botafoguense publicou em resposta, ainda no calor do pós-jogo, alegando um suposto incentivo à violência, sendo acompanhado inclusive do Vasco da Gama no Twitter. Situação esta que levou o clube da Gávea a emitir uma nota oficial para marcar sua posição em definitivo:

"O Flamengo é um clube austero, íntegro e, apesar de se manifestar com humor quando cabe nas redes sociais, jamais faria 'provocação' relacionada a um assunto tão sério e triste quanto a violência que, todos sabem, é mazela social infelizmente comum em nosso país. Pelo contrário. Sempre condenamos e sempre vamos condenar atos como de hoje no entorno do Engenhão. A acusação por parte do perfil do Botafogo é, além de leviana, irresponsável e inconsequente. Como toda violência", diz o comunicado.