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Presidente do Flu revela encontro com Fla, mas pede gestão isenta no Maraca

Pedro Abad elogia Eduardo Bandeira de Mello, comandante do Flamengo, mas lembra que ao longo da concessão os clubes do Rio de Janeiro trocarão de dirigentes

Contra uma nova licitação do Maracanã, o presidente Pedro Abad, do Fluminense, defendeu que a administração do estádio não deve ficar nas mãos de um clube de futebol. Em entrevista ao "Seleção SporTV", o dirigente elogiou Eduardo Bandeira de Mello, comandante do Flamengo, mas lembrou que ao longo da concessão do equipamento esportivo existirá a troca de dirigentes, que podem não ter a competência dos atuais e também podem atrapalhar a utilização por parte das outras equipes da cidade. 

Por entender que o Maracanã é um patrimônio do Rio de Janeiro, o dirigente acredita que a administração do estádio deve ficar com uma empresa que não tem nenhum tipo de paixão envolvida. Abad lembrou que a história do Estádio Jornalista Mário Filho foi construída não só por Fluminense e Flamengo, assim como por Vasco e Botafogo também.

- O presidente Bandeira é uma pessoa muito séria. A gente confia nele e sabe que é uma pessoa do bem. Mas diretorias podem chegar e sair. Nós já tivemos diversos exemplos nos clubes do Rio de administrações ruins, de administrações retrógradas. Por isso, a gente defende esse modelo. Um clube comandando um equipamento desse porte, com essa história toda construída não só por Flamengo e Fluminense, como também por Vasco e Botafogo e administrado por um clube não agrada. Assim como se também fosse pelo Fluminense. A questão não é Flamengo ou Fluminense, a questão é que algumas administrações podem ser ruins e causar problemas para os demais clubes jogarem no período da concessão. Ninguém pode garantir que a seriedade do Flamengo vai se repetir, assim como a do Fluminense, Vasco e Botafogo. Esse é o principal motivo para a gente não defender um modelo de administração com um clube como proveitoso para o futebol do Rio de Janeiro.

Mesmo contra a administração compartilhada com o Flamengo, Pedro Abad revelou que houve tratativas com o Rubro-Negro e um protocolo de intenções chegou a ser assinado, mantendo características do compromisso do Tricolor com o consórcio que ainda administra o Maracanã. O presidente do Fluminense, porém, garantiu que a conversa não foi definitiva. O encontro entre os dois clubes aconteceu na semana passada.

- Na semana passada, a gente teve algumas tratativas no sentido de estabelecer algumas formas de relacionamento. A gente chegou a assinar um protocolo de intenções. Estava de bom tamanho o que foi assinado, um modelo parecido com o que tem hoje, com algumas adaptações. Isso fez parte de um pré-acordo que a gente tinha. Mas não houve uma conversa concreta com o Flamengo porque ainda não temos os dados para colocar na mesa. Mas volto a dizer que recusar a conversar com o Flamengo é algo impensável para mim.

A Odebrecht, vencedora da licitação em 2013, acertou o repasse da concessão à Lagardère, mas o governador Luiz Fernando Pezão avalia a abertura de novo processo licitatório, fato defendido pelo Flamengo. O Fluminense, porém, ainda não trabalha com essa possibilidade de uma nova licitação. O clube das Laranjeiras tem contrato firmado com o atual administrador do estádio. Em 2016, mudou pela última vez as regras para mandar seus jogos. O quarto aditivo do acordo entre as partes aumentou os custos com a operação da partida e determinou o pagamento de um pequeno aluguel. Em contrapartida, deu ao clube toda a renda da bilheteria e 25% do valor arrecadado nos bares.

- O Fluminense não está trabalhando nisso. O Fluminense acredita, por diversos motivos, que a concessão deveria ficar mesmo como está hoje. E no momento a gente não trabalho com esse cenário (...). Isso tudo é uma negociação. Não adianta bater o pé e dizer que o Fluminense não abre mão de tudo o que ele tem. Isso não faz sentido. O contrato do Fluminense sequer pode ser dito que é desvantajoso para quem opera o equipamento. Depende muito. Se o Fluminense começa a colocar muita gente no estádio em todos os jogos, ele é extremamente desvantajoso para o Fluminense. É um contrato que foi feito em uma época dentro de uma lógica de proteção em cima de custos. Da mesma forma que o contrato do Flamengo que o Flamengo fez é protetor quando se fala em receita. Foi a estratégia de cada clube na época. Eventuais alterações podem ser feitas no momento de conversas com o parceiro, entre o Fluminense e a empresa que administra. O Fluminense não se nega a sentar e conversar com ninguém sobre qualquer tipo de cláusula contratual.

Pedro Abad reforçou que o Fluminense deseja construir um estádio próprio e já faz movimentos para isso. O dirigente, porém, afirmou que o tamanho da arena terá relação com o futuro administrativo do Maracanã e do desejo de mandar partidas no local.

- Sem dúvida nenhuma é uma intenção do Fluminense ter um estádio próprio. A gente já está fazendo movimentações nesse sentido. O tamanho do estádio, nesse caso eu concordo com o presidente Bandeira, depende muito do que acontece com o Maracanã. Pode ser um pouco maior caso o Fluminense não tenha o interesse em jogar tantos jogos no Maracanã, ou menor caso ele decida jogar tantos jogos no Maracanã. Mas é um objetivo que nós estamos buscando.

Fonte: http://sportv.globo.com/site/programas/selecao-sportv/noticia/2017/04/presidente-do-flu-revela-encontro-com-fla-mas-pede-gestao-isenta-no-maraca.html

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