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QUESTÃO DE CULTURA

CULTURA RUIM SE MUDA

Amigos rubro-negros, confesso que até me surpreendi com alguns comentários na minha última coluna, com o entendimento de que algumas críticas que fiz à gestão atual do nosso futebol significavam que defendia a volta de gestores e modelos de gestão antigos no clube.

Ora bolas, quem me acompanha aqui sabe muito bem o que sempre defendi para o nosso clube e sabe também que esta atual gestão muito se aproxima destes meus princípios. Portanto, permaneço acreditando neste grupo de pessoas que comandam o Flamengo. Os avanços são inegáveis em praticamente todos os setores, inclusive o futebol, o que fez resgatar a credibilidade da nossa marca.

Isto, entretanto, não os exime de algumas críticas sempre com o propósito de contribuir para o melhor do nosso clube. Não tinha expectativa de que em apenas três anos todos os nossos problemas seriam resolvidos, que teríamos um supertime campeão de tudo. Acredito que precisaremos de três ciclos administrativos contínuos, ou seja, nove anos para que possamos sim estar no devido lugar que o Flamengo deva ocupar. Porém, no futebol acho que os avanços poderiam ser maiores não no elenco propriamente dito, mas fora de campo.

 

Sou adepto da tese que a bola não entra por acaso, por sinal título de um excelente livro de um ex-dirigente do Barcelona.  Uma gestão que se anuncia como revolucionária e transformadora não pode se render ao status quo do ambiente em que está. Atribuir à cultura do futebol brasileiro ter três vice-presidentes de futebol, três diretores-executivos e sete técnicos é um pouco de vitimismo. Ser vitimista é o primeiro passo para o fracasso. Atribuir sempre à fatores externos os erros cometidos se eximindo de responsabilidades por eles é não querer aprender com as lições do dia-a-dia, voltando a cometer os mesmos erros do passados. Aí sim, é não avançar, não transformar.

Se é inegável o pioneirismo do clube na questão da responsabilidade fiscal, sinto apenas um tímido movimento com relação à constituição de uma liga de clubes e em temas como calendário, estrutura das divisões de base e aos superpoderes dos nossos treinadores, todos estes temas para futuras colunas.

REFORÇOS

Antes de estrearem posso dizer que Alan Patrick, Emerson e Guerrero não são apenas contratações. São reforços para o nosso time. Já Ayrton, por enquanto, apenas mais uma contratação.

Agora, se todos corresponderão em campo, aí é outra questão que não tenho o poder de predizer.

O simples fato da diretoria não ter dado a camisa 10 para o Emerson nos permite sonhar que mais um jogador nesta posição pode chegar. Com o retorno de Cáceres, Armero e Guerrero da Copa América, assim como Jajá e Jorge do Mundial Sub-20, teremos boas opções para formação do time.

Uma pena mesmo neste momento de recuperação com duas vitórias e a chegada de reforços, é a contusão do Paulo Victor, melhor e mais regular jogador neste ano. César sem dúvidas tem muito potencial, talvez até mais do que o titular, mas goleiro é uma posição diferente. Além da falta de ritmo que prejudica qualquer jogador, o fator experiência é fundamental. Se o goleiro ao levar um gol tiver alguma dúvida de que tenha falhado e de que poderia fazer a defesa, esta insegurança passa para o todo o time e pode ser fatal.

Vamos acreditar e torcer que dê tudo certo com este menino nestes dois meses sem o nosso goleiro titular.

Saudações rubro-negras


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